Zohan: O Agente Bom de Corte é o pior filme de Adam Sandler. Confira a crítica de Sophia Mendonça sobre a comédia,
Disponível na HBO Max e na Amazon Prime Video, Zohan: O Agente Bom de Corte traz em quantidade e intensidade tudo o que há de mais agressivo e pouco inspirado nas composições de Adam Sandler. Inclusive, o diretor Dennis Dugan é um parceiro habitual do ator. No filme, como o título sugere, o comediante interpreta uma espécie de cabeleireiro e michê. E é a partir dessa premissa que vem uma enxurrada de situações que beiram a ofensa às minorias ou a vulgaridade exacerbada.
Na realidade, o enredo é apenas uma cola para uma enxurrada de piadas visuais. Ou seja, o cineasta e Dennis Dugan conduz a produção quase como uma junção de esquetes. Por exemplo, no início, vemos quanta dor o protagonista pode suportar quando deixa cair um peixe de dentes afiados na virilha. Depois, vemos cenas como suas aventuras sexuais com velhinhas no salão.
Dessa forma, em Zohan: O Agente Bom de Corte, há tanto esforço por uma gargalhada a qualquer custo, há tanto excesso em cada tentativa de provocar um sorriso, que o resultado para muitos pode ser o inverso. E para piorar, sobram artistas conhecidos em desempenhos amadores, assim como piadas misóginas e homofóbicas. Além disso, falta cuidado em amarrar tudo isso ou em aproveitar de maneira que não seja óbvia a sátira das relações entre israelenses e palestinos. Assim, não há nada aproveitável aqui.
Sophia Mendonça é uma youtuber, podcaster, escritora e pesquisadora brasileira. Em 2016, tornou-se a pessoa mais jovem a receber o Grande Colar do Mérito em Belo Horizonte. Em 2019, ganhou o prêmio de Boas Práticas do programa da União Européia Erasmus+.
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