O Mundo Autista

Viva o Povo Brasileiro, sem discriminação.

Viva o Povo Brasileiro, sem discriminação - o elenco

Musical "Viva o Povo Brasileiro".

Viva o Povo Brasileiro, sem discriminação, foi um belo convite da atriz Ju Colombo, minha parceira na prática de nossa Revolução Humana. É que, no último fim de semana, estive em São Paulo. Aproveitei, então, para assistir ao musical “Viva o Povo Brasileiro”, inspirado no clássico de João Ubaldo Ribeiro.

Assim, Viva o Povo Brasileiro fala da ancestralidade do Brasil com bom humor. Apesar, claro, de tratar também, da violência física, dos abismos sociais criados por privilégios na composição de uma elite autoritária e cruel.

Ainda assim, a narrativa me encantou pela riqueza na multiplicidade e harmonia de sons. Durante três horas, os artistas, por meio de seus personagens, são plenos de sentimento e se derramam nesta obra de puro lirismo.

Belo Horizonte aguarda o musical “Viva o Povo Brasileiro”
Luciane Dom e Ju Colombo

Fotos: divulgação do espetáculo.

A discriminação

No livro Viva o Povo Brasileiro (1984), João Ubaldo Ribeiro (1941-2014) estabelece um norte sobre a formação da sociedade do Brasil. Aliás, o musical é um recorte da obra e traz a história “De Naê a Dafé”, mas soube honrar a obra do escritor baiano.

A versão teatral, dirigida por André Paes Leme, conta com 30 músicas originais compostas por Chico César. Aliás, todas as letras são inspiradas ou utilizam parte textual da obra de Ubaldo. Já a direção musical e a trilha original são de João Milet Meirelles (da banda BaianaSystem). No elenco, estão: Alexandre Dantas, Guilherme Borges, Hugo Germano, Izak Dahora, Jackson Costa e Ju Colombo. Além desses, Júlia Tizumba, Luciane Dom, Lucas dos Prazeres, Maurício Tizumba ( Lucas dos Prazeres – stand in) e Sara Hana.

Diretor comenta sobre o musical Viva o Povo Brasileiro

Para o diretor do musical, “Não há possibilidade de entender o povo brasileiro sem compreender que todos nós somos o povo brasileiro. Desde os povos originários até os imigrantes que chegaram muito tempo depois. No espetáculo, mantemos a essência da obra ligada à ideia de ancestralidade e de espiritualidade. Também é mostrada a luta contra a escravidão, por uma igualdade e justiça social. O que abordamos é, praticamente, um terço do livro. O texto é especialmente conectado à força feminina, que é algo muito forte a partir da personagem da Maria Dafé, que é a grande heroína”.

Dessa forma, para cadenciar toda essa trama, Chico César compôs 30 canções, que ganharam arranjos de João Milet Meirelles e a colaboração do elenco. Temos, então, no palco, três músicos e dez atores que interpretam, cantam e tocam. Além do elenco fixo, o espetáculo tem um coro composto por atores iniciantes/estudantes locais, para ajudar a dar vida à essa epopeia. Tudo com essa diversidade como uma linha que vai conduzindo tudo, em uma construção coletiva. Enfim, nós aqui, em BH, aguardamos ansiosamente o musical no primeiro semestre de 2024. #ficaadica #vivaopovobrasileiroomusical

Selma Sueli Silva é criadora de conteúdo e empreendedora no projeto multimídia Mundo Autista D&I, escritora e radialista. Especialista em Comunicação e Gestão Empresarial (IEC/MG), ela atua como editora no site O Mundo Autista (Portal UAI) e é articulista na Revista Autismo (Canal Autismo). Em 2019, recebeu o prêmio de Boas Práticas do programa da União Europeia Erasmus+. Prêmio Microinfluenciadores Digitais 2023, na categoria PcD. É membro da UNESCOSOST movimento de sustentabilidade Criativa, desde 2022.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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