Disponível na Netflix, Maria Antonieta é um dos melhores filmes de Sofia Coppola. Também é a obra mais incompreendida da cineasta.
Disponível na Netflix, Maria Antonieta é um dos melhores filmes de Sofia Coppola. O que quer dizer muito. Porém, é também a obra mais incompreendida da cineasta. Afinal, esta narrativa é muito mais uma provocativa reflexão sobre a personagem-título do que uma biografia macro, compromissada com dados e fatos.
Assim, Sofia Coppola nos entrega mais uma pérola que tem como foco a solidão de crescer como uma mulher cercada por um mundo que sabe como usar você, mas não como valorizá-la e compreendê-la. Dessa forma, a diretora e roteirista humaniza a figura da rainha, que antes mesmo de ser uma governante ou peça de um jogo, era uma menina de 14 anos objetificada e tratada com desdém e indiferença pela corte.
Aliás, Kirsten Dunst é impecável neste papel de uma princesa austríaca de 14 anos que é tirada do lar par a se casar e produzir um herdeiro. Afinal, a atriz tem autocontrole, equilíbrio e alto astral, características contidas em um mundo que não lhe dá nenhuma maneira de expressá-las de um jeito que não seja fútil.
Desse modo, a protagonista se diverte como a adolescente que é, enquanto os outros a manipulam ao bel prazer dos próprios interesses. E além de todas as qualidades do roteiro e interpretação, Maria Antonieta também utiliza o brilhantismo dos cenários e figurinos para potencializar a energia com que retrata o recorte proposto.
Sophia Mendonça é uma youtuber, podcaster, escritora e pesquisadora brasileira. Em 2016, tornou-se a pessoa mais jovem a receber o Grande Colar do Mérito em Belo Horizonte. Em 2019, ganhou o prêmio de Boas Práticas do programa da União Européia Erasmus+.
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