Por que Todo Mundo em Pânico 3 é o filme mais engraçado da franquia? - O Mundo Autista
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Por que Todo Mundo em Pânico 3 é o filme mais engraçado da franquia?

Todo Mundo em Pânico 3 é deliciosa sátira besteirol. Esta paródia de filmes de terror reúne comediantes de primeiro nível .

Todo Mundo em Pânico 3 é deliciosa sátira besteirol. Esta paródia de filmes de terror reúne comediantes de primeiro nível .

Todo Mundo em Pânico 3 é deliciosa sátira besteirol. Esta paródia de filmes de terror reúne comediantes de primeiro nível .

Todo Mundo em Pânico 3 é o ápice do absurdo e o capítulo mais hilário de toda a franquia. Depois que o primeiro filme resgatou o frescor da paródia e a sua continuação direta afundou em um desastre quase inassistível, a mudança na direção provou-se uma necessidade vital. Saem os irmãos Wayans e entra David Zucker, um veterano escolado no gênero. O resultado? Uma pérola do escracho que merece figurar na mesma prateleira de clássicos formidáveis como Apertem os Cintos… O Piloto Sumiu! e Corra que a Polícia Vem Aí!.

Todo Mundo em Pânico 3 é deliciosa sátira besteirol

O que Zucker faz aqui é orquestrar o ridículo com uma precisão cirúrgica. Diferente do longa original, as obras satirizadas desta vez possuem tramas frontalmente distintas — de O Chamado a Sinais —, mas o roteiro as costura com uma falta de vergonha na cara que é, francamente, deliciosa de se assistir. É uma jornada ininterrupta de humor sem noção, pontuada por lampejos de uma crítica muito sagaz à própria artificialidade dos filmes de terror.

Paródia de filmes de terror reúne comediantes de primeiro nível

Mas o verdadeiro triunfo da obra repousa no seu elenco de primeira grandeza. Anna Faris, Leslie Nielsen e Charlie Sheen operam magistralmente naquela chave do deadpan — aquela seriedade imperturbável diante do caos absoluto. É exatamente essa sobriedade que honra a atmosfera dos filmes originais e arranca gargalhadas incontroláveis pelo contraste. Isso sem falar, claro, no exagero maravilhoso da estupenda Regina Hall.

Zucker abraça a incredulidade com tanto afinco que a sensação de espanto se converte em pura catarse cômica. Logo na sequência de abertura, Jenny McCarthy e Pamela Anderson já elevam o estereótipo da loira fútil à enésima potência. Somando-se a um desfile de participações especiais magnéticas, de Queen Latifah a Denise Richards, o saldo final é um entretenimento ágil, reverente ao ridículo e de primeiríssima linha.

Avaliação

Avaliação: 4.5 de 5.
Sophia Mendonça

Autora

Sophia Mendonça é jornalista e escritora. Além disso, é mestre em Comunicação, Territorialidades e Vulnerabilidades (UFMG) e doutoranda em Literatura, Cultura e Tradução (UFPel). Ela também ministrou aulas de “Tópicos em Produção de Texto: Crítica de Cinema “na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), junto ao professor Nísio Teixeira. Além disso, Sophia dá aulas de “Literatura Brasileira Contemporânea “na Universidade Federal de Pelotas (UFPel), com ênfase em neurodiversidade e questões de gênero.

Atualmente, Sophia é youtuber do canal “Mundo Autista”, crítica de cinema no “Portal UAI” e repórter da “Revista Autismo“. Aliás, ela atua como criadora de conteúdo desde 2009, quando estreou como crítica de cinema, colaborando com o site Cineplayers!. Também, é formada nos cursos “Teoria, Linguagem e Crítica Cinematográfica” (2020) e “A Arte do FIlme” (2018), do professor Pablo Villaça. Além disso, é autora de livros-reportagens como “Neurodivergentes” (2019), “Ikeda” (2020) e “Metamorfoses” (2023). Na ficção, escreveu obras como “Danielle, asperger” (2016) e “A Influenciadora e o Crítico” (2025).

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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