A brasilidade no filme O Agente Secreto. Filme recebeu três indicações ao Globo de Ouro, incluindo para Wagner Moura.
O Agente Secreto é, ao mesmo tempo, o documento histórico de uma época marcada pelo medo e violência e, também, uma obra de ficção inventiva que flerta com a comédia e o suspense. Ambientado no Brasil de 1977, o filme de Kleber Mendonça Filho mescla uma abordagem realista da metodologia de pesquisa histórica com lendas urbanas e interpretações repletas de calor humano. Dessa forma, trabalha as noções de identidade e memória.
O que chama muito a atenção, nesse sentido, é como o cineasta confere um tom bem brasileiro ao longa-metragem. Esse cuidado fica evidente na reconstituição de época e dos cenários e no resgate de aspectos dolorosos da história do país. Isso porque a obra impressiona por tangibilizar aspectos sensoriais do Brasil, como o crescimento urbano desenfreado. Assim, há tanto a vitalidade geralmente associada ao povo brasileiro e seus costumes quanto a violência e a corrupção.
Em interpretação premiada em Cannes e lembrada no Globo de Ouro 2026, Wagner Moura vive um homem que não é militante, apenas um pesquisador dedicado e viúvo, mas que desperta a ira de um homem poderoso após uma briga. A banalidade desse acontecimento, aliás, confere à obra uma atmosfera ainda mais triste, pesada e opressora. Mas não é que não haja respiros, como a interpretação terna de Tânia Mara ou as referências a filmes da época, a exemplo de “Tubarão”, de Steven Spielberg
. Apesar dessas qualidades, a montagem ousada que deixa para o espectador a compreensão de subtextos torna a experiência menos agradável.Sophia Mendonça é jornalista, professora universitária e escritora. Além disso, é mestre em Comunicação, Territorialidades e Vulnerabilidades (UFMG) e doutoranda em Literatura, Cultura e Tradução (UFPel). Idealizadora da mentoria “Conexão Raiz”. Ela também ministrou aulas de “Tópicos em Produção de Texto: Crítica de Cinema “na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), junto ao professor Nísio Teixeira. Além disso, Sophia dá aulas de “Literatura Brasileira Contemporânea “na Universidade Federal de Pelotas (UfPel), com ênfase em neurodiversidade e questões de gênero.
Atualmente, Sophia é youtuber do canal “Mundo Autista”, crítica de cinema no “Portal UAI” e repórter da “Revista Autismo“. Aliás, ela atua como criadora de conteúdo desde 2009, quando estreou como crítica de cinema, colaborando com o site Cineplayers!. Também, é formada nos cursos “Teoria, Linguagem e Crítica Cinematográfica” (2020) e “A Arte do FIlme” (2018), do professor Pablo Villaça. Além disso, é autora de livros-reportagens como “Neurodivergentes” (2019), “Ikeda” (2020) e “Metamorfoses” (2023). Na ficção, escreveu obras como “Danielle, asperger” (2016) e “A Influenciadora e o Crítico” (2025).
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