Arte e entretenimento

Crítica: “Magnólia” (1999)

“Magnólia”, de Paul Thomas Anderson, é um filme que impressiona desde a cena de abertura. Nela, três histórias de mortes marcadas por coincidências inacreditáveis são apresentadas. Assim, elas preparam o terreno para uma trama que explora como vidas aparentemente desconectadas podem se cruzar. A partir de então, a narrativa acompanha nove personagens principais durante um único dia no Vale de São Fernando, na Califórnia. Suas vidas se entrelaçam por puro acaso, conectadas por temas universais como arrependimento, perdão, traumas e a busca por redenção. Com uma estrutura não-linear, o filme constrói uma teia complexa e tocante sobre a condição humana.

O simbolismo em “Magnólia”, de Paul Thomas Anderson

Este é um filme rico em simbolismo, com referências bíblicas que aprofundam a narrativa, como uma reviravolta ousada e emocionante. Dessa forma, cada cena é essencial para a construção de um caos que, no fim, faz todo o sentido. E, apesar de suas mais de três horas de duração, a intensidade das histórias e a edição dinâmica de Anderson fazem o tempo voar.

O filme também faz uma reflexão profunda sobre a superficialidade das relações na sociedade moderna e a fragilidade dos laços familiares. Com isso, mostra como traumas do passado continuam a influenciar a vida das pessoas. Além disso, o diretor usa planos longos e uma câmera que segue de perto os personagens. Assim, cria uma sensação de intimidade com cada um deles. O elenco, que inclui nomes de peso como Tom Cruise e Julianne Moore, tem atuações impecáveis. O que torna a obra emocionante e envolvente do início ao fim.

Autora

Sophia Mendonça é jornalista e escritora. Além disso, é mestre em Comunicação, Territorialidades e Vulnerabilidades (UFMG) e doutoranda em Literatura, Cultura e Tradução (UFPel). Ela também ministrou aulas de “Tópicos em Produção de Texto: Crítica de Cinema “na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), junto ao professor Nísio Teixeira. Além disso, Sophia dá aulas de “Literatura Brasileira Contemporânea “na Universidade Federal de Pelotas (UFPel), com ênfase em neurodiversidade e questões de gênero.

Atualmente, Sophia é youtuber do canal “Mundo Autista”, crítica de cinema no “Portal UAI” e repórter da “Revista Autismo“. Aliás, ela atua como criadora de conteúdo desde 2009, quando estreou como crítica de cinema, colaborando com o site Cineplayers!. Também, é formada nos cursos “Teoria, Linguagem e Crítica Cinematográfica” (2020) e “A Arte do FIlme” (2018), do professor Pablo Villaça. Além disso, é autora de livros-reportagens como “Neurodivergentes” (2019), “Ikeda” (2020) e “Metamorfoses” (2023). Na ficção, escreveu obras como “Danielle, asperger” (2016) e “A Influenciadora e o Crítico” (2025).

Mundo Autista

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