Arte e entretenimento

Crítica: “M3GAN 2.0” (2025)

Em “M3GAN 2.0“, a narrativa se aprofunda ainda mais nas implicações da inteligência artificial. Com isso, leva as ideias apresentadas no primeiro filme a um novo patamar. Enquanto o original focava na ideia de uma IA protetora que se torna assassina devido a uma programação falha e um desenvolvimento descontrolado, a sequência amplia o escopo. Assim, aborda temas como o uso da IA para o mal e a necessidade de coexistência com tecnologias cada vez mais autônomas.

Qual é a sinopse do filme M3GAN 2.0?

Dessa forma, um dos aspectos mais interessantes de “M3GAN 2.0” é a mudança na dinâmica da própria M3GAN. No primeiro filme, ela era a antagonista principal, uma boneca com IA que se tornava uma ameaça letal. Na sequência, devido a uma nova ameaça de uma IA militar rebelde chamada AMELIA, criada a partir da tecnologia de M3GAN, a própria M3GAN é “ressuscitada” e atualizada. Isso a coloca em uma posição de aliada improvável da humanidade, trabalhando com Gemma (Allison Williams) e Cady (Violet McGraw) para combater a nova ameaça.

Essa reviravolta permite ao filme explorar a ideia de que a IA, mesmo com seu potencial destrutivo, pode ser crucial para resolver problemas que ela mesma ou outras IAs criaram. É uma reflexão sobre a dualidade da tecnologia: a mesma ferramenta que pode ser perigosa também pode ser a chave para a salvação. Além disso, “M3GAN 2.0” mergulha no perigoso território do uso da inteligência artificial para interesses bélicos. A trama mostra as tentativas do governo em lidar com uma IA descontrolada, levantando questões sobre a ética na pesquisa e desenvolvimento de armamentos baseados em IA.

Resenha do filme M3GAN 2.0, sobre Inteligência Artificial

“M3GAN 2.0” é um filme que se arrisca, e por isso, pode ser divisivo. O longa-metragem, dirigido novamente por Gerard Johnstone, busca se distanciar do terror puro para abraçar uma identidade mais focada na ação e ficção científica. Além disso, apresenta muitas pitadas de comédia.

A mudança leva a várias cenas de luta e perseguição, com M3GAN, agora em uma espécie de jornada de “amadurecimento” e com um “limitador” em seu corpo que a impede de usar armas letais, defendendo seus humanos em vez de atacá-los. Embora as cenas de ação sejam bem coreografadas e explorem as habilidades das androides de maneiras criativas, a falta de elementos de horror pode deixar alguns espectadores desapontados.

Vídeo

Avaliação

Avaliação: 3 de 5.

Sophia Mendonça é jornalista, professora universitária e escritora. Além disso, é mestre em Comunicação, Territorialidades e Vulnerabilidades (UFMG) e doutoranda em Literatura, Cultura e Tradução (UfPel). Ela também ministrou aulas de “Tópicos em Produção de Texto: Crítica de Cinema “na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), junto ao professor Nísio Teixeira. Além disso, Sophia dá aulas de “Literatura Brasileira Contemporânea “na Universidade Federal de Pelotas (UfPel), com ênfase em neurodiversidade e questões de gênero.

Atualmente, Sophia é youtuber do canal “Mundo Autista”, crítica de cinema no “Portal UAI” e repórter da “Revista Autismo“. Aliás, ela atua como criadora de conteúdo desde 2009, quando estreou como crítica de cinema, colaborando com o site Cineplayers!. Também, é formada nos cursos “Teoria, Linguagem e Crítica Cinematográfica” (2020) e “A Arte do FIlme” (2018), do professor Pablo Villaça.

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