Crítica: Elementos (2023) - O Mundo Autista
O Mundo Autista

Crítica: Elementos (2023)

Apesar da boa ideia, Elementos falha como metáfora racial. Comédia romântica em destaque em nova animação da Pixar.

Apesar da boa ideia, Elementos falha como metáfora racial. Comédia romântica em destaque em nova animação da Pixar.

Apesar da boa ideia, Elementos falha como metáfora racial. Comédia romântica em destaque em nova animação da Pixar.

“Elementos”, nova animação da Pixar, é um filme mais ousado do que as últimas produções do estúdio. Isso porque ele aposta na originalidade em vez de continuar sagas e ideias já bem-sucedidas. Assim, a trama de uma história de amor entre fogo e água como uma espécie de comédia romântica infantojuvenil é bastante simpática. E o longa-metragem ainda almeja tornar-se um tipo de fábula sobre a imigração.

Apesar da boa ideia, Elementos falha como metáfora racial

Dessa forma, “Elementos” tem como pano de fundo para o romance um enredo sobre as relações familiares de imigrantes e a busca deles por subsistência em um outro contexto. Nesse sentido, a trilha sonora com cítaras e inspiração indiana mostra-se uma escolha interessante. Porém, no geral, a obra não consegue desenvolver bem esse conceito. Afinal, a metáfora que permeia a narrativa não dialoga com o romance, que é o aspecto principal da produção. Assim, acaba soando um filme desconjuntado e superficial.

“Elementos” desenrola-se em uma sociedade extraordinária chamada Cidade Elemento. Nela, água, terra, fogo e ar vivem em completa harmonia. Então, somos apresentados à Faísca (fogo, dublada por Leah Lewis), uma mulher espirituosa na faixa dos vinte anos, com um grande senso de humor e apaixonada pela família. Porém ela tem um temperamento impetuoso e às vezes descontrolado; Já um pouco quente; Gota (água, dublado por Mamoudou Athie) é um jovem empático, observador e extrovertido, que não tem medo de demonstrar suas emoções. 

Comédia romântica em destaque em nova animação da Pixar

A partir daí, o filme culmina em um romance improvável. E apesar de todos os problemas, ele consegue nos envolver pelas interações entre os protagonistas. Afinal, a dupla recebe um desenvolvimento humanizado em meio ao belo visual em animação. Dessa forma, é agradável acompanhar o quanto um consegue aprender com o outro e se transformar ao longo da narrativa.

Avaliação

Avaliação: 3 de 5.
Sophia Mendonça

Autora da Crítica

Sophia Mendonça é uma influenciadora, escritora e desenvolvedora brasileira. É mestre em Comunicação, Territorialidades e Vulnerabilidades (UFMG) e doutoranda em Literatura, Cultura e Tradução (UfPel). Em 2016, tornou-se a pessoa mais jovem a receber o Grande Colar do Mérito em Belo Horizonte. Em 2019, ganhou o prêmio de Boas Práticas do programa da União Européia Erasmus+.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

Subscribe
Notify of
guest
0 Comentários
Inline Feedbacks
View all comments