Arte e entretenimento

Crítica: “Aprendiz de Espiã 2: CIdade Eterna” (2024)

Em “Aprendiz de Espiã 2: Cidade Eterna“, acompanhamos o agente da CIA JJ (Dave Bautista) em sua tentativa de desfrutar uma vida tranquila como figura paterna para Sophie (Chloe Coleman). Ela é sua enteada caloura do ensino médio. Quando surge a oportunidade de acompanhar o coral da escola de Sophie em uma excursão à Itália, JJ, confiante em suas habilidades de viajante, subestima os desafios de lidar com adolescentes. Para complicar, uma trama nuclear secreta surge. Isso o força a voltar à ação. Naturalmente, Sophie se envolve na aventura. O que torna mais difícil para ela sentir falta de seu crush atleta (Billy Barratt).

A história do filme Aprendiz de Espiã 2: Cidade Eterna

Enquanto isso, Collin (Taeho K), o melhor amigo de Sophie, que secretamente nutre uma paixão por ela, também a acompanha na viagem. Embora a dinâmica remeta aos clássicos filmes de John Hughes onde o par ideal está sempre por perto, o desenvolvimento raso dos personagens impede que o público se importe com o desfecho romântico. Bobbi (Kristen Schaal), a especialista em tecnologia, também viaja à Itália para ajudar a frustrar o plano do vilão de explodir o Vaticano. E, eventualmente, o chefe de JJ, interpretado por Ken Jeong, é arrastado para a trama. Novas adições ao elenco incluem Anna Faris, inicialmente irreconhecível como morena, e Craig Robinson, cuja participação é mínima até os créditos finais.

A sequência do diretor Pete Segal, que coescreveu o roteiro com Erich e Jon Hoeber, apresenta mais violência e um humor sexual chocante. Em alguns momentos, o filme tenta ser um entretenimento familiar bem-humorado, na tradição de filmes de “fisiculturista com babás” como “Um Tira no Jardim de Infância” e “Operação Babá”. Em seguida, ele transita para uma ação de espionagem global no estilo James Bond. Essa imprecisão tonal é evidente, pois “A Cidade Eterna” tenta equilibrar esse tipo de humor com comédia pastelão, momentos saudáveis de amadurecimento, cenários de viagem agradáveis e perigos sérios. O resultado, contudo, é frustrante e sem graça.

Bom elenco não salva continuação de ritmo impreciso

Apesar de algumas atuações competentes, como a de Ken Jeong como o chefe da CIA de JJ e a de Anna Faris como a vice-diretora da escola, as pérolas cômicas esperadas de um elenco como este nunca realmente se materializam. Há excesso de elementos e o filme oscila entre violência generalizada e sentimentalismo açucarado. Em termos de tom, “Aprendiz de Espiã 2: Cidade Eterna” é completamente impreciso: bobo demais para adultos, mas adulto demais para crianças.

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Avaliação

Avaliação: 2 de 5.

Sophia Mendonça é jornalista, professora universitária e escritora. Além disso, é mestre em Comunicação, Territorialidades e Vulnerabilidades (UFMG) e doutoranda em Literatura, Cultura e Tradução (UfPel). Ela também ministrou aulas de “Tópicos em Produção de Texto: Crítica de Cinema “na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), junto ao professor Nísio Teixeira. Além disso, Sophia dá aulas de “Literatura Brasileira Contemporânea “na Universidade Federal de Pelotas (UfPel), com ênfase em neurodiversidade e questões de gênero.

Atualmente, Sophia é youtuber do canal “Mundo Autista”, crítica de cinema no “Portal UAI” e repórter da “Revista Autismo“. Aliás, ela atua como criadora de conteúdo desde 2009, quando estreou como crítica de cinema, colaborando com o site Cineplayers!. Também, é formada nos cursos “Teoria, Linguagem e Crítica Cinematográfica” (2020) e “A Arte do FIlme” (2018), do professor Pablo Villaça.

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