Arte e entretenimento

Crítica: “Anaconda” (1997)

“Anaconda” se estabelece como um promissor filme de terror ao colocar uma sucuri gigante como a principal ameaça. Isso porque a escolha de uma cobra como antagonista em um eco-horror é inerentemente eficaz. Essa opção, afinal, explora o medo instintivo que animais assim provocam em seres humanos. E, com isso, consegue gerar bastante tensão.

Qual é a história de Anaconda, filme de eco-horror, que marcou os anos 1990?

Nesta produção de 1997, uma equipe de documentaristas viaja ao coração da Floresta Amazônica em busca de uma tribo indígena perdida. Contudo, a expedição toma um rumo perigoso quando eles resgatam o misterioso Paul Sarone (Jon Voight). Ele é um caçador obcecado em capturar viva uma lendária anaconda, uma serpente de proporções aterrorizantes.

O filme adota um ritmo ágil e foca na ação,. Dessa forma, economiza no desenvolvimento dos personagens e de seus dramas internos. Com curta duração, “Anaconda” consegue entreter, apesar de suas histórias simples e personagens pouco memoráveis. O elenco talentoso, que inclui Jennifer Lopez, Jon Voight e Owen Wilson, é subaproveitado. E a falta de um protagonista ou subtrama cativante é o principal ponto fraco da obra.

Crítica do filme Anaconda, que se passa na Floresta Amazônica

Inspirado por clássicos como “Tubarão”, o diretor Luis Llosa utiliza a sugestão do perigo antes de revelar a criatura. Assim, ele amplia o suspense. Os efeitos especiais, embora datados, são compensados pelo uso eficaz da floresta amazônica, que cria um ambiente claustrofóbico e perigoso. E, desse modo, mantém a adrenalina elevada. Além disso, o filme se destaca por sua imaginação macabra, especialmente em cenas icônicas como a piscadela de Jon Voight e os ataques realistas e assustadores da sucuri.

Avaliação

Avaliação: 3 de 5.

Sophia Mendonça é jornalista, professora universitária e escritora. Além disso, é mestre em Comunicação, Territorialidades e Vulnerabilidades (UFMG) e doutoranda em Literatura, Cultura e Tradução (UfPel). Ela também ministrou aulas de “Tópicos em Produção de Texto: Crítica de Cinema “na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), junto ao professor Nísio Teixeira. Além disso, Sophia dá aulas de “Literatura Brasileira Contemporânea “na Universidade Federal de Pelotas (UfPel), com ênfase em neurodiversidade e questões de gênero.

Atualmente, Sophia é youtuber do canal “Mundo Autista”, crítica de cinema no “Portal UAI” e repórter da “Revista Autismo“. Aliás, ela atua como criadora de conteúdo desde 2009, quando estreou como crítica de cinema, colaborando com o site Cineplayers!. Também, é formada nos cursos “Teoria, Linguagem e Crítica Cinematográfica” (2020) e “A Arte do FIlme” (2018), do professor Pablo Villaça. Além disso, é autora de livros-reportagens como “Neurodivergentes” (2019), “Ikeda” (2020) e “Metamorfoses” (2023). Na ficção, escreveu obras como “Danielle, asperger” (2016) e “A Influenciadora e o Crítico” (2025).

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