Crítica de "A Mulher na Cabine 10", suspense psicológico da Netflix, que adapta o thriller de Ruth Ware. Com Keira Knightley .
A Netflix acaba de lançar sua mais nova aposta no suspense: “A Mulher na Cabine 10”. Esta é uma adaptação do best-seller de Ruth Ware que chegou ao catálogo em 10 de outubro de 2025. Com a atriz indicada ao Oscar por Orgulho e Preconceito, Keira Knightley, em uma atuação muito interessante, o filme oferece uma viagem visualmente elegante e repleta de tensão pelos fiordes noruegueses. Com isso, resgata a clássica premissa de um mistério em um ambiente confinado.
Neste longa-metragem, Knightley vive Lo Blacklock, uma jornalista investigativa que embarca na viagem inaugural de um luxuoso cruzeiro. Mas a tarefa, que tinha tudo para ser uma pauta dos sonhos, rapidamente se converte em um pesadelo claustrofóbico. É que, após uma noite de festa e ansiedade, Lo acredita ter visto um corpo sendo jogado ao mar da cabine ao lado, a de número 10.
O problema é que ninguém acredita nela. Afinal, a tripulação e os outros passageiros insistem que todos estão a bordo e que a misteriosa cabine 10 sempre esteve vazia. A partir daí, o filme, dirigido com maestria por Simon Stone, mergulha na paranoia crescente da protagonista. Isso porque ela começa a questionar a própria sanidade.
Dessa forma, “A Mulher na Cabine 10” aborda a descredibilização da mulher sob o argumento da loucura, o famoso “gaslighting”. A angústia de Lo, brilhantemente interpretada por Knightley com olhares contidos e uma ansiedade palpável, é a de uma mulher que sabe o que viu, mas é silenciada por todos ao seu redor.
O filme também tece uma crítica sutil à ideia de que mulheres são facilmente substituíveis com base em atributos estéticos. E, em meio a todo o suspense, é gratificante ver como a solidariedade feminina emerge como uma força poderosa. Com isso, a obra mostra que a união pode ser a chave para desvendar a verdade.
O longa-metragem conta com um bom elenco de coadjuvantes, que inclui Guy Pearce e Kaya Scodelario, e desempenha os papéis arquetípicos com a intensidade que um suspense psicológico exige. A direção de fotografia é outro ponto alto, capturando com a mesma eficiência a opulência do iate e a beleza fria e isoladora da paisagem norueguesa. Esses elementos amplificam a sensação de perigo e confinamento.
A Mulher na Cabine 10 encontra-se disponível na Netflix.
Sophia Mendonça é jornalista, professora universitária e escritora. Além disso, é mestre em Comunicação, Territorialidades e Vulnerabilidades (UFMG) e doutoranda em Literatura, Cultura e Tradução (UfPel). Ela também ministrou aulas de “Tópicos em Produção de Texto: Crítica de Cinema “na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), junto ao professor Nísio Teixeira. Além disso, Sophia dá aulas de “Literatura Brasileira Contemporânea “na Universidade Federal de Pelotas (UfPel), com ênfase em neurodiversidade e questões de gênero.
Atualmente, Sophia é youtuber do canal “Mundo Autista”, crítica de cinema no “Portal UAI” e repórter da “Revista Autismo“. Aliás, ela atua como criadora de conteúdo desde 2009, quando estreou como crítica de cinema, colaborando com o site Cineplayers!. Também, é formada nos cursos “Teoria, Linguagem e Crítica Cinematográfica” (2020) e “A Arte do FIlme” (2018), do professor Pablo Villaça. Além disso, é autora de livros-reportagens como “Neurodivergentes” (2019), “Ikeda” (2020) e “Metamorfoses” (2023). Na ficção, escreveu obras como “Danielle, asperger” (2016) e “A Influenciadora e o Crítico” (2025).
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Assitir e gostei bastante mas ficou uma dúvida se ela estava na 8 a mulher na 10 como as pontas de cigarro rolaram para sua gabine ?