Arte e entretenimento

Crítica: “Socorro!” (2026) – Selma Sueli Silva

​A premissa inicial de “Socorro!” (2026) sugere um enredo previsível. Este filme é, no entanto, um exercício de desconstrução. A começar pela protagonista, papel de Rachel McAdams. Embora brilhante profissionalmente, ela tem seus créditos roubados e foge da estética polida das heroínas tradicionais. Linda, por exemplo, dedica o tempo livre a assistir ao reality show Survivor e até sonha em participar dele. O contraponto é seu chefe. Vivido por Dylan O’Brien. Bradley Preston é o arquétipo do bon vivant charmoso. E é um homem rico e sem noção da realidade.

Socorro! (2026): Rachel McAdams e Dylan O’Brien na Desconstrução da Comédia Romântica

​Quando isolados em uma ilha, o roteiro subverte a expectativa da redenção pelo amor’. Afinal, não há príncipe encantado. Em vez disso, a narrativa deixa claro que não estamos diante de uma comédia romântica. Dessa forma, a sobrevivência e a resolução vêm da determinação de uma mulher real, complexa e imperfeita. Enquanto isso, o protagonista masculino falha em transcender sua superficialidade privilegiada.

Crítica de Socorro! (2026): Sobrevivência, Privilégio e o Fim do Príncipe Encantado

​”Socorro!” entrega reviravoltas inteligentes até a penúltima cena. O filme diverte, mas seu m aior trunfo é a reflexão que propõe. Isso porque somos moldados pelo que a vida nos oferece, muitas vezes por caminhos inesperados, mas a responsabilidade final sobre a própria narrativa é intransferível.

Avaliação

Avaliação: 4 de 5.

Selma Sueli Silva é criadora de conteúdo e empreendedora no projeto multimídia Mundo Autista D&I, escritora e radialista. Mestranda em Literatura pela UFPel, é também especialista em Comunicação e Gestão Empresarial (IEC/MG). Além disso, ela atua como editora no site O Mundo Autista (Portal UAI) e é articulista na Revista Autismo (Canal Autismo). Ela também é radialista, tendo trabalhado por 15 anos como produtora e debatedora do programa Rádio Vivo, na Itatiaia. E é autora de livros como “Minha vida de trás pra Frente” (2017), “Camaleônicos” (2019) e “Autismo no Feminino” (2022).

Em 2019, Selma recebeu o prêmio de Boas Práticas do programa da União Europeia Erasmus+. Além dele, ganhou Prêmio Microinfluenciadores Digitais 2023, na categoria PcD. E é membro da UNESCOSOST movimento de sustentabilidade Criativa, desde 2022. Como crítica de cinema, é formada no curso “A Arte do Filme”, do professor Pablo VIllaça. Também é mentora em “Comunicação e Diálogo” para comunicação eficaz e um diálogo construtivo nos Relacionamentos Interpessoais, Sociais, Familiares, Profissionais e Estudantis.

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