Arte e entretenimento

Resenha: “Princesa Mia”, de Meg Cabot

Quem acompanha as desventuras da querida Mia Thermopolis sabe que a vida de uma princesa adolescente em Genovia não é feita só de coroas e bailes. Em “Princesa Mia“, o nono volume da deliciosa série “O Diário da Princesade Meg Cabot, somos jogados de cabeça em um dos momentos mais intensos da vida da nossa protagonista.

Aliás, super me identifiquei que em um dos momentos mais dramáticos, uma sessão comentada de filmes com a Drew Barrymore apareça como solução. Ela também é minha atriz favorita, assim como “Para Sempre Cinderela” é meu filme favorito. Então, perceber essas referências tornaram a leitura muito especial.

Coração Partido e Amizade em Crise no livro “Princesa Mia”

Depois de um término doloroso, Mia está lidando com a difícil fase pós-Michael. Para piorar, a relação com sua inseparável melhor amiga, Lilly Moscovitz, está em frangalhos. Este é, aliás, o nível do drama adolescente elevado à potência máxima! Assim, Mia se vê isolada e perdida em meio a pijamas de bichinho e maratonas de TV. Com isso, evita a todo custo o mundo exterior. Este foi um dos momentos que me lembrou a minha própria adolescência.

Terapia e a Pressão de Ser Princesa

Em um esforço para tirar Mia da bad vibe, seus pais a convencem a procurar terapia. Essa adição à narrativa é super importante como um apoio para lidar com as questões da vida. Paralelamente a isso, a vida real (e a realeza!) não dão descanso. Grand-mère, sempre ela, insiste que Mia faça um discurso para uma sociedade de mulheres poderosas. A pressão só aumenta quando um site anônimo começa a espalhar fofocas maldosas sobre a nossa princesa. E para completar a confusão, ela se reaproxima de sua antiga arqui-inimiga, Lana Weinberg.

Um Diário do Passado e Segredos Reais em “Princesa Mia”

No meio de tanta confusão, Mia encontra uma luz no fim do túnel que, neste caso, vem em forma do antigo diário perdido de uma de suas antepassadas. Esta é uma rainha genoviana com i deias pra lá de progressistas. O que não apenas oferece a Mia um tema fascinante para o seu discurso, mas também pode desenterrar segredos capazes de abalar as estruturas da família real. Será que o passado tem lições importantes para o presente de Mia e o futuro de Genovia?

Mais que um Conto de Fadas: Uma Jornada de Amadurecimento

Dessa forma, “Princesa Mia” é um livro que vai além do glamour e dos vestidos de gala. Isso porque Meg Cabot nos presenteia com uma história sobre amadurecimento. Com isso, aborda temas como lidar com a dor, a complexidade das relações amorosas e de amizade e a busca pela própria voz em meio a expectativas e responsabilidades. Assim, vemos uma Mia mais vulnerável e humana. Com isso, torcemos ainda mais por sua jornada.

Avaliação

Avaliação: 5 de 5.

Autora

Sophia Mendonça é jornalista, professora universitária e escritora. Além disso, é mestre em Comunicação, Territorialidades e Vulnerabilidades (UFMG) e doutoranda em Literatura, Cultura e Tradução (UfPel). Ela também ministrou aulas de “Tópicos em Produção de Texto: Crítica de Cinema “na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), junto ao professor Nísio Teixeira. Além disso, Sophia dá aulas de “Literatura Brasileira Contemporânea “na Universidade Federal de Pelotas (UfPel), com ênfase em neurodiversidade e questões de gênero.

Atualmente, Sophia é youtuber do canal “Mundo Autista”, crítica de cinema no “Portal UAI” e repórter da “Revista Autismo“. Aliás, ela atua como criadora de conteúdo desde 2009, quando estreou como crítica de cinema, colaborando com o site Cineplayers!. Também, é formada nos cursos “Teoria, Linguagem e Crítica Cinematográfica” (2020) e “A Arte do FIlme” (2018), do professor Pablo Villaça.

Mundo Autista

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