Sophia Mendonça comenta a série Ragdoll, disponível na HBO Max. A obra mistura drama policial com um senso de humor perverso.
Ragdoll é uma inusitada série policial disponível na HBO Max. Dessa forma, traz como detetives NatahnRose e Emily Baxter, interpretados por Henry Lloyd-Hughes e a brasileira Thalissa Teixeira. Assim, a dupla investiga os piores assassinatos em série do Reino Unido e o caso da vez envolve seis partes do corpo de seis vítimas diferentes. Todas costuradas e encontradas no mesmo lugar.
O primeiro impulso dos investigadores, contudo, não está ligado à resolução racional do caso. Mas sim, a uma competição para a escolha de um nome legal para o assassino. Inclusive, esta é uma mostra de como o criador Freddy Siborn trabalha o clima sombrio do seriado por meio de um senso perverso de humor.
Então, no papel do detetive Nathan Rose, Henry Lloyd-Hugues compõe um profissional independente com uma vida pessoal complicada e sérios traumas passados. Assim, o personagem é alguém que precisa de cuidados. Neste contexto, há a figura forte e decisiva de Thalissa Teixeira, maravilhosa como Emily Baxter, que é a chefe de Nathan.
Aliás, a atriz compartilha esse lado de humor sórdido de seu par no elenco, ao mesmo tempo em que compõe uma profissional astuta eficiente. Inclusive, algo interessante nessa dinâmica é que, mesmo com a urgência para parar o assassino, a principal preocupação de Emily é o bem-estar do colega.
Fechando o trio de protagonistas, Lucy Hale interpreta uma entusiasmada novata estadunidense chamada Lake Edmunds. Por sinal, Lucy estabelece com Thalissa Teixeira uma dinâmica também muito interessante. Afinal, temos aqui uma oportunidade de atrizes e roteiristas trabalharem a cocriação entre gerações diferentes. O que também é responsável por situações e interações que facilitam a imersão na narrativa. Inclusive, a composição charmosa do elenco é o grande diferencial dessa série instigante e autoral.
Sophia Mendonça é uma youtuber, podcaster, escritora e pesquisadora brasileira. Em 2016, tornou-se a pessoa mais jovem a receber o Grande Colar do Mérito em Belo Horizonte. Em 2019, ganhou o prêmio de Boas Práticas do programa da União Europeia Erasmus+.
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