Árvore colorida da solidariedade mão. Autor: © Cienpies Design
Aceitar a deficiência é resignar-se? Aceitar a morte prematura também? Afinal, o que é aceitação da diversidade e da adversidade. Normalmente, o termo aceitação está ligado à ação ou efeito de aceitar. Por exemplo, pode ser o ato ou efeito de concordar, de consentir. Contudo, aplica-se, também, quando há facilidade em ser bem recebido e acolhido. E há, ainda, outro significado. Infelizmente, este significado é, erroneamente, ligado à inclusão. Ou seja, resignação diante de uma tragédia Como assim?). O que seria então, a aceitação das diferenças e, também, dos reveses da vida?
Certamente, aceitação da diversidade é aceitar aquilo ou quem é diverso, diferente. Ou seja, algo que faz parte de nossa realidade do variado; da variedade. Então, aceitar as diferenças está ligado ao ato de receber e acolher. Esse é o primeiro passo para o aprendizado e consequente construção de uma nova realidade. Mais amorosa, mais positiva. Assim, aceitação aqui, não se trata de concordar ou consentir. A diferença não pressupõe julgamento, concordância ou consentimento.
Tampouco, se trata de resignação a desígnios de uma força superior à nossa vontade. É que a resignação nos lança à submissão à vontade de alguém ou do próprio destino. Aceitar as pessoas diferentes, ao contrário, nos convida à ação, ao aprendizado, a descobertas. À construção de uma nova realidade mais rica porque é diversa. Ou mais diversa porque é rica. Afinal, a riqueza está na diversidade.
Resignar-se aos infortúnios da vida? Será esse o caminho para pacificar nossos corações? Essa aceitação submissa aos desígnios de algo mais forte que todos nós, é o caminho? Muitas pessoas acreditam que sim. Eu não. Eu penso que tudo que acontece em nosso caminho deve ser transformado em aprendizado. Uns mais fáceis de assimilar que outros, mas sempre aprendemos algo com os desafios que a vida nos oferece.
A lamentação, diante de um revés, apaga a boa sorte. Isso acontece, porque a lamentação é destrutiva, não constrói, nos paralisa e nos afunda a um lamaçal de auto piedade. Portanto, é aqui que somos convidados à escolha. Ou seguimos, contribuindo com os que estão à nossa volta, ou ficamos amassando o barro de nossas lamentações.
Voltamos ao início: O que seria então, a aceitação da diversidade e da adversidade em nossas vidas? Percebam que tanto na diversidade quanto na adversidade, nossa reação é uma escolha nossa. Intransferível. E, claro, as consequências também.
Texto da jornalista, autista e mãe de autista, Selma Sueli Silva.
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