Disponível na Disney+, Eternos veio com grande expectativa por inaugurar uma nova fase nas produções da Marvel. Porém, o filme carece de momentos empolgantes, senso de ritmo ou tramas bem trabalhadas no que se refere aos dramas e episódios de tensão. Assim, a produção da Marvel não consegue envolver com seus personagens ou prender a atenção do público.

Este longa-metragem nem se aproxima de outros trabalhos da aclamada e competente cineasta Chloe Zhao, que com seu estilo contemplativo não parece a escolha adequada para uma obra de super herói. Na verdade, a aposta na diretora vencedora do Oscar por Nomadland, que é um filme tão diferente desse aqui, parece crucial ao fracasso da produção.

Qual sentido do filme Eternos?

Desse modo, os efeitos especiais ficam devendo uma supervisão da cineasta Ou seja, a impressão é de assistirmos a algo desleixado e desconexo. Já a edição carregada de flashbacks deixa tudo ainda mais morno. Enquanto isso, a fotografia se restringe a emular a poética visual das obras mais autorais de Chloe Zhao. Esta disparidade com o restante da produção só aumenta a sensação de filme mal produzido.

Ao final, o único aspecto interessante deste longa-metragem é a diversidade entre os personagens, o que se estende a diferenças de pensamentos acerca da humanidade. Mesmo assim, não há desenvolvimento para se conhecer ou se importar com eles.

Avaliação

Avaliação: 1 de 5.

Autora da Crítica

Sophia Mendonça é uma youtuber, podcaster, escritora e pesquisadora brasileira. Em 2016, tornou-se a pessoa mais jovem a receber o Grande Colar do Mérito em Belo Horizonte. Em 2019, ganhou o prêmio de Boas Práticas do programa da União Européia Erasmus+.

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