Arte e entretenimento

Crítica: The Boys in the Band (2020)

“The Boys in the Band” é um drama denso e melancólico sobre os desafios enfrentados pela população homossexual masculina. Assim, o filme tem como diferencial trazer atores gays competentes para dar vida aos personagens centrais, que também são homossexuais.

The Boys in the Band traz atores gays em adaptação de peça teatral sobre homossexualidade

Michael (Jim Parsons) é um homossexual cínico com um estilo de vida de realeza. Então, ele dá uma festa de aniversário para seu amigo outro amigo gay, Harold (Zachary Quinto). Mas, enquanto os primeiros convidados já chegaram e se divertem, Harold ainda não apareceu. E para a surpresa de Michael, Alan (Brian Hutchison), um antigo colega de quarto de faculdade, casado, e que ele suspeita ser homossexual não-assumido, chega à festa mesmo não tendo sido convidado. Assim, quando Harold finalmente dá as caras, o humor sarcástico dele cria grandes problemas para os presentes. Com isso, cada um precisa confrontar algumas verdades enterradas.

Este filme é uma adaptação da peça homônima que teve a primeira exibição em 1968. Dessa forma, a versão de Joe Mantello e com a grife Ryan Murphy entre os produtores opta por um ritmo lento e um estilo que lembra bastante a estrutura de uma peça teatral. Portanto, há uma tentativa nem sempre bem sucedida de mexer com as tensões do público.

Filme apresenta boas reflexões, mas é cansativo e irregular

Essa opção aproxima o filme de técnicas do suspense. Porém, também transforma a experiência de assistir à obra em algo cansativo e irregular. Apesar disso, The Boys in the Band se fortalece graças ao poder do texto. Assim, por meio de diálogos ácidos e favorecido pelo bom elenco, evidencia as diversas nuances de sofrimentos e preconceitos, explícitos e implícitos, vivenciados pelos homens gays em uma sociedade que acaba por colocá-los à margem.

Avaliação

Avaliação: 2 de 5.

Autora da Crítica

Sophia Mendonça é uma youtuber, podcaster, escritora e pesquisadora brasileira. É mestre em Comunicação, Territorialidades e Vulnerabilidades (UFMG). Em 2016, tornou-se a pessoa mais jovem a receber o Grande Colar do Mérito em Belo Horizonte. Em 2019, ganhou o prêmio de Boas Práticas do programa da União Européia Erasmus+.

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