Silvio mistura uma narrativa frágil de filme policial com pílulas sobre o personagem-título. A interpretação de Rodrigo Faro é sofrível.
Silvio mistura uma narrativa frágil de filme policial com alguns toques biográficos sobre o personagem-título. Para piorar, o recorte é horrível. Há um foco nas origens de Silvio Santos e outro no sequestro dele em 2001. Porém, nenhuma das situações é minimamente bem-aproveitada.
O longa-metragem resvala, então, em pílulas ridiculamente superficiais de fatos sobre mídia e política, além das cenas com foco na temática policial. Tudo amarrado de maneira burocrática e superficial. Toda possibilidade de entretenimento ou de uma análise mais aprofundada sobre qualquer coisa, então, é absurdamente desperdiçada.
Este filme retrata o sequestro do icônico apresentador Silvio Santos (Rodrigo Faro). A trama se inicia 12 horas após o sequestro de sua filha (Polliana Aleixo), quando Silvio enfrenta uma nova crise. Assim, a casa é invadida e ele é mantido como refém por sete horas.
Então, diante dessa situação de extremo perigo, o apresentador precisa lutar pela sua vida e pela segurança de sua família. Enquanto isso ele reflete sobre sua trajetória de vida, que é marcada por desafios e conquistas. Dessa forma, as lembranças remontam à sua juventude. Foi quando, aos 14 anos, começou a trabalhar como camelô. Dessa forma, deu os primeiros passos em direção ao sucesso.
A caracterização de Rodrigo Faro é sofrível, assim como a dos personagens coadjuvantes, e a interpretação dele também não ajuda. Ao tentar emular o timbre característico de Silvio, Faro oscila entre a imitação barata e o esquecimento desse cuidado com a voz. Ou seja, o jeitão vocal de Silvio Santos não aparece em todos os momentos.
Então, se nem o aspecto mais básico da interpretação funciona, não dá nem para esperar que ele dê conta das complexas nuances que compõem a persona do biografado. Some-se isso à maquiagem sofrível e caricata, e fica difícil extrair alguma credibilidade da obra.
Sophia Mendonça é jornalista, professora universitária e escritora. Além disso, é mestre em Comunicação, Territorialidades e Vulnerabilidades (UFMG) e doutoranda em Literatura, Cultura e Tradução (UfPel). Ela também ministrou aulas de “Tópicos em Produção de Texto: Crítica de Cinema “na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), junto ao professor Nísio Teixeira. Além disso, Sophia dá aulas de “Literatura Brasileira Contemporânea “na Universidade Federal de Pelotas (UfPel), com ênfase em neurodiversidade e questões de gênero.
Atualmente, Sophia é youtuber do canal “Mundo Autista”, crítica de cinema no “Portal UAI” e repórter da “Revista Autismo“. Aliás, ela atua como criadora de conteúdo desde 2009, quando estreou como crítica de cinema, colaborando com o site Cineplayers!. Também, é formada nos cursos “Teoria, Linguagem e Crítica Cinematográfica” (2020) e “A Arte do FIlme” (2018), do professor Pablo Villaça.
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Assisti e gostei, consegui me emocionar com o filme, no conjunto da obra, o filme é bom, a maquiagem podia ser melhor, mas vale a pena assistir.
Entendo. Se conseguiu tocar seu coração, valeu!