Arte e entretenimento

Crítica: Rubi (2020)

Se você sente aquela pontada gostosa de nostalgia ao lembrar das tardes assistindo a novelas mexicanas no SBT, a série Rubi, disponível na Netflix, é uma surpresa mais do que agradável. Isso porque ela funciona como uma versão repaginada e condensada do clássico. Ao mesmo tempo em que mantém a essência de dramalhão que consagrou a telenovela original, reprisada com sucesso pelo canal de Silvio Santos.

Uma Trama em Duas Épocas em versão atualizada de Rubi

A história se desenrola em duas linhas do tempo: o presente, em 2020, onde a trama principal acontece, e o futuro, em 2040. Neste futuro, a jovem jornalista Carla Rangel (interpretada por Ela Velden) decide investigar a fundo a vida de uma figura enigmática e reclusa: a lendária Rubí Pérez Ochoa (Camila Sodi).

Então, é a a partir dessa entrevista que mergulhamos no passado para descobrir os segredos, as ambições e as traições que transformaram Rubi na mulher mais odiada de todo o México.

Rubi: A Vilã que Amamos Odiar Ganha Mais Profundidade

Um dos maiores trunfos de Rubi sempre foi ter uma vilã como protagonista. Assim, em vez da mocinha sofredora, acompanhamos uma mulher forte, ambiciosa e absolutamente inescrupulosa. Nesta nova versão, aliás, a personagem ganha uma complexidade ainda maior. Afinal, entendemos melhor as motivações que a tornam obcecada por dinheiro e disposta a tudo para garantir uma vida segura e confortável.

Um dos destaques dessa humanização é a sua relação com Fernandinha, sua sobrinha, que traz à tona um lado mais vulnerável da anti-heroína.

A Nova Intérprete e o Legado de Bárbara Mori, a Rubi

No papel principal, Camila Sodi faz um trabalho competente. No entanto, para os fãs da versão origin al, é difícil não comparar com a energia, o charme e a beleza magnética de Bárbara Mori. Mesmo que a nova atriz esteja longe de capturar a mesma essência, a força da personagem continua intacta, tornando a série envolvente e viciante.

Se você procura um bom drama, com uma pitada de nostalgia e uma protagonista inesquecível, a nova Rubi é a escolha certa.

Rubi está disponível na Netflix.

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Avaliação

Avaliação: 4 de 5.

Vídeo – “Rubi” (2020)

Sophia Mendonça é jornalista, professora universitária e escritora. Além disso, é mestre em Comunicação, Territorialidades e Vulnerabilidades (UFMG) e doutoranda em Literatura, Cultura e Tradução (UfPel). Ela também ministrou aulas de “Tópicos em Produção de Texto: Crítica de Cinema “na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), junto ao professor Nísio Teixeira. Além disso, Sophia dá aulas de “Literatura Brasileira Contemporânea “na Universidade Federal de Pelotas (UfPel), com ênfase em neurodiversidade e questões de gênero.

Atualmente, Sophia é youtuber do canal “Mundo Autista”, crítica de cinema no “Portal UAI” e repórter da “Revista Autismo“. Aliás, ela atua como criadora de conteúdo desde 2009, quando estreou como crítica de cinema, colaborando com o site Cineplayers!. Também, é formada nos cursos “Teoria, Linguagem e Crítica Cinematográfica” (2020) e “A Arte do FIlme” (2018), do professor Pablo Villaça. Além disso, é autora de livros-reportagens como “Neurodivergentes” (2019), “Ikeda” (2020) e “Metamorfoses” (2023). Na ficção, escreveu obras como “Danielle, asperger” (2016) e “A Influenciadora e o Crítico” (2025).

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