Arte e entretenimento

Crítica: “Nunca Minta” (2022), de Freida McFadden

“Nunca Minta”, de Freida McFadden, é daqueles livros que te prendem desde a primeira página e não te deixam ir embora. Afinal, a autora constrói uma atmosfera de perigo e mistério que se torna quase palpável. A maior parte da história se passa em uma casa isolada, cercada por uma nevasca implacável. Esse cenário, que parece saído de um filme de terror, com cômodos luxuosos e passagens secretas, intensifica a sensação de claustrofobia. Além de criar o ambiente ideal para os segredos que estão prestes a ser revelados.

Um quebra-cabeça intrigante e cheio de surpresas: “Nunca Minta”

A narrativa se desenrola como um quebra-cabeça viciante. Assim, as constantes mudanças de perspectiva mantêm a tensão, e a história é desvendada aos poucos. Essa construção desafia os leitores a juntar as peças. Além disso, o livro é repleto de reviravoltas chocantes e inesperadas que viram a trama de cabeça para baixo. Dessa forma, Freida McFadden habilmente planta pistas falsas, manipula a evolução dos personagens e usa cada detalhe para surpreender o leitor.

A forma como a autora aborda temas como psicopatia e a relação entre médico e paciente também é incrivelmente criativa. O que adiciona camadas de complexidade à história. Cada revelação nos faz questionar tudo o que pensávamos saber, provando que “Nunca Minta” não economiza em “plot twists” de tirar o fôlego. Então, se você está procurando uma leitura envolvente, com uma trama cheia de mistério e um final impactante, este livro é a escolha perfeita.

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Avaliação

Avaliação: 5 de 5.

Sophia Mendonça é jornalista, professora universitária e escritora. Além disso, é mestre em Comunicação, Territorialidades e Vulnerabilidades (UFMG) e doutoranda em Literatura, Cultura e Tradução (UfPel). Ela também ministrou aulas de “Tópicos em Produção de Texto: Crítica de Cinema “na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), junto ao professor Nísio Teixeira. Além disso, Sophia dá aulas de “Literatura Brasileira Contemporânea “na Universidade Federal de Pelotas (UfPel), com ênfase em neurodiversidade e questões de gênero.

Atualmente, Sophia é youtuber do canal “Mundo Autista”, crítica de cinema no “Portal UAI” e repórter da “Revista Autismo“. Aliás, ela atua como criadora de conteúdo desde 2009, quando estreou como crítica de cinema, colaborando com o site Cineplayers!. Também, é formada nos cursos “Teoria, Linguagem e Crítica Cinematográfica” (2020) e “A Arte do FIlme” (2018), do professor Pablo Villaça. Além disso, é autora de livros-reportagens como “Neurodivergentes” (2019), “Ikeda” (2020) e “Metamorfoses” (2023). Na ficção, escreveu obras como “Danielle, asperger” (2016) e “A Influenciadora e o Crítico” (2025).

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