Arte e entretenimento

Crítica: “Nossos Tempos” (2025)

A comédia romântica Nossos Tempos transcende os limites do gênero ao explorar a complexa interação entre tempo e espaço e suas manifestações na sociedade e na cultura. O filme habilmente mescla conceitos de física com um drama que provoca reflexões sobre relacionamentos, choque cultural, sexismo, machismo estrutural e as incertezas do futuro.

Qual é a história do filme Nossos Tempos, da Netflix?

Em 1966, os brilhantes cientistas Nora (Lucero) e Héctor (Benny Ibarra) fazem uma descoberta extraordinária: a viagem no tempo. Em seu laboratório secreto no porão da universidade, eles constroem uma máquina que os transporta 59 anos para o futuro. Lá, são confrontados com um mundo irreconhecível, repleto de avanços tecnológicos e intensas transformações sociais. A chegada ao futuro, no entanto, expõe uma crise em seu relacionamento, à medida que Héctor luta para se adaptar à nova realidade.

Crítica da comédia romântica com viagem no tempo, Nossos Tempos

A premissa da viagem no tempo, um tema fascinante, imediatamente prende a atenção. O filme se desenvolve com leveza, mantendo o espectador curioso e engajado. É particularmente interessante observar como a época molda o comportamento, evidenciado na dificuldade de Héctor, um homem habituado à mentalidade machista de seu tempo, em lidar com a independência e o avanço de Nora. No entanto, o amor entre eles se revela genuíno e apaixonante, demonstrando que o amor verdadeiro não se apega a convenções. Além disso, a trama ressalta que, com o talento certo e um cenário propício, não há limites para o que se pode alcançar.

Avaliação

Avaliação: 3 de 5.

Selma Sueli Silva é criadora de conteúdo e empreendedora no projeto multimídia Mundo Autista D&I, além de escritora e radialista. Além disso, é specialista em Comunicação e Gestão Empresarial (IEC/MG), atua como editora no site O Mundo Autista (Portal UAI) e é articulista na Revista Autismo (Canal Autismo). E em 2019, recebeu o prêmio de Boas Práticas do programa da União Europeia Erasmus+. Ganhou, além disso, o Prêmio Microinfluenciadores Digitais 2023, na categoria PcD. Também é membro da UNESCOSOST movimento de sustentabilidade Criativa, desde 2022. Já como crítica de cinema, se formou no curso “A Arte do Filme”, do professor Pablo VIllaça.

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