Minha Mãe é uma Peça 3 é o melhor da trilogia. Paulo Gustavo foi uma perda dolorosa para a comédia brasileira.
Minha Mãe é uma Peça 3 é o melhor da trilogia protagonizada pelo saudoso Paulo Gustavo. Isso porque o filme arranca várias gargalhadas, que se misturam a uma dose bem calculada de emoção, afeto e ternura. Dessa forma, a obra é uma crônica sobre a personagem Dona Hermínia. Ela, agora com os filhos “encaminhados”, tem que lidar com esse vazio de não tê-los mais sob seu controle.
Com essa premissa, a película não perde a oportunidade de criar as mais diversas situações cômicas. Isso ocorre às vezes beirando o absurdo e, em outros momentos, aproximando-se da vida real. Também, este é um filme inclusivo. Afinal, aborda com sutileza e respeito, de forma contundente, questões do universo LGBT. Desse modo, a produção revela-se uma fotografia do amor materno.
No mais, apesar dessas qualidades, não há grandes diferenças em comparação aos dois longas antecessores da cinessérie. Mesmo assim, desta vez percebe-se uma história melhor amarrada e menos com cara de “esquetes”. Além disso, as gargalhadas e a sensibilidade do roteiro fazem tudo valer à pena.
Claro que muito do mérito vem da interpretação de Paulo Gustavo. Ele, mesmo com um ou outro exagero para dar molho à comédia, encontra o caminho para o jeitão engraçado da protagonista sem afetações e com um tempo perfeito para o humor. Dessa forma, o ator mostra-se perfeitamente à vontade no papel que o tornou um astro. Também merece destaque a trilha sonora, que utiliza músicas das cantoras Rita Lee e Rihanna, além do grupo ABBA, para fazer humor.
Sophia Mendonça é uma youtuber, podcaster, escritora e pesquisadora brasileira. É mestre em Comunicação, Territorialidades e Vulnerabilidades (UFMG). Em 2016, tornou-se a pessoa mais jovem a receber o Grande Colar do Mérito em Belo Horizonte. Em 2019, ganhou o prêmio de Boas Práticas do programa da União Européia Erasmus+.
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