Arte e entretenimento

Crítica: Meio Grávida (2024)

Meio Grávida não funciona como humor besteirol e muito menos como comédia romântica. O filme, que traz Amy Schumer no papel de uma professora que finge estar grávida, mistura clichês com uma sucessão de momentos cômicos constrangedoramente ruins.  Assim, palavrões e referências a coisas grotescas pipocam de maneira inusitada na tela.

Resenha do filme Meio Grávida

Muito mais que o riso, o longa-metragem é hábil ao provocar o choque e o desconforto sem que haja uma reflexão interessante ou mesmo algo engraçado por trás. Para piorar, o diretor Tyler Spindel não parece ter essa noção. A impressão que se tem é que ele acha essas atrocidades tão divertidas que quer explorar ao máximo o grotesco de cada situação. O resultado, assim, revela-se catastrófico. Isso porque tudo é muito nojento, grosseiro e gratuitamente desconfortável.

Outro problema grave de Meio Grávida são os personagens antipáticos e sem carisma. A própria protagonista é interpretada por Amy Schumer como uma mulher egocêntrica e por vezes maldosa. Com isso, é muito difícil torcer por ela. Além disso, os coadjuvantes oscilam entre o sem sal e o insuportável.  

Comédia com Amy Schumer na Netflix é um desastre

Para piorar ainda mais, temas como a maternidade e a depressão feminina são subaproveitados. Assim, dão lugar a uma bagunça que traz uma sucessão de esquetes sofrível e cenas típicas do romance Hollywoodiano. Tudo isso é executado sem o menor brilho, criatividade ou inspiração. Dessa forma, Meio Grávida

consegue incomodar desde os primeiros minutos até a desastrosa cena final.

Avaliação

Avaliação: 1 de 5.

Sophia Mendonça é jornalista, professora universitária e escritora. Além disso, é mestre em Comunicação, Territorialidades e Vulnerabilidades (UFMG) e doutoranda em Literatura, Cultura e Tradução (UfPel). Ela também ministrou aulas de “Tópicos em Produção de Texto: Crítica de Cinema “na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), junto ao professor Nísio Teixeira. Além disso, Sophia dá aulas de “Literatura Brasileira Contemporânea “na Universidade Federal de Pelotas (UfPel), com ênfase em neurodiversidade e questões de gênero.

Atualmente, Sophia é youtuber do canal “Mundo Autista”, crítica de cinema no “Portal UAI” e repórter da “Revista Autismo“. Aliás, ela atua como criadora de conteúdo desde 2009, quando estreou como crítica de cinema, colaborando com o site Cineplayers!. Também, é formada nos cursos “Teoria, Linguagem e Crítica Cinematográfica” (2020) e “A Arte do FIlme” (2018), do professor Pablo Villaça.

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