Suspense da Netflix tenta repetir sucesso de obras dos anos 90 com protagonismo negro. Mas, apesar de boas intenções, Mea Culpa é um fiasco.
“Mea Culpa” (2024) parte de boas ideias, mas a execução é tão sofrível e desastrosa que fica difícil chegar até o fim deste filme da Netflix. Com o selo do prolífico realizador Tyler Perry (da série de filmes cômica Madea), o longa-metragem tem como inspiração obras dos anos 1980 e 1990 que fizeram muito sucesso, como “Instinto Selvagem” e “Garotas Selvagens”.
Afinal, a intenção é levar ao público uma mistura de suspense intrincado e tensão sexual. Porém, desta vez, com atores negros comandando a história. O resultado, no entanto, é um desperdício do potencial desta bela ideia. Inclusive, porque o roteiro é muito mal estruturado e repleto de incoerências.
Além disso, ”Mea Culpa” apresenta um ritmo fraco e prende os atores a diálogos sofríveis. Nada contra fazer um novelão, mas para isso é preciso ter uma noção de entretenimento da qual este filme carece. Mas aqui, a única diversão talvez venha de cenas que deveriam ser sérias, mas de tão mal conduzidas acabam tornando-se hilárias.
Muitos dos problemas vem da direção de Tyler Perry, que não consegue alternar entre tonalidades distintas, que vão desde o thriller erótico ao drama sobre relacionamentos. Para piorar, a falta de química entre Kelly Rowland e Trovanie Rhodes, bem como as interpretações monótonas, afundam de vez o filme.
Sophia Mendonça é jornalista e escritora. Também, atua como youtuber do canal “Mundo Autista” desde 2015. Além disso, é mestre em Comunicação, Territorialidades e Vulnerabilidades (UFMG) e doutoranda em Literatura, Cultura e Tradução (UfPel). Sophia também é formada nos cursos de crítica de cinema “A Arte do Filme” (2018) e “Teoria, Linguagem e Crítica Cinemtográfica” (2021), do professor Pablo Villaça. Assim, em 2016, tornou-se a pessoa mais jovem a receber o Grande Colar do Mérito em Belo Horizonte. Já em 2019, ganhou o prêmio de Boas Práticas do programa da União Européia Erasmus+.
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