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Crítica: Indiana Jones e a Relíquia do Destino (2023)

Harrison Ford retorna, aos 81 anos, em Indiana Jones e a Relíquia do Destino. Filme de James Mangold não empolga nem decepciona.

Harrison Ford retorna, aos 81 anos, em Indiana Jones e a Relíquia do Destino. Filme de James Mangold não empolga nem decepciona.

Harrison Ford retorna, aos 81 anos, em Indiana Jones e a Relíquia do Destino. Filme de James Mangold não empolga nem decepciona.

Indiana Jones e a Relíquia do Destino é um filme que consegue prender a atenção dos espectadores. Com isso, este capítulo da franquia consegue não ser um total embaraço se comparado aos grandes blockbusters com direção de Steven Spielberg. O que pode ser um grande alívio aos fãs, mas não chega a ser uma surpresa. Afinal, Harrison Ford retorna ao papel com entusiasmo, em um longa-metragem com direção do sempre competente James Mangold. Porém, essa nova superprodução está longe de recriar o potencial dos clássicos para empolgar quem a assiste.

Harrison Ford retorna, aos 81 anos, em Indiana Jones e a Relíquia do Destino

O filme retorna o protagonismo de Indiana Jones (Harrison Ford, aos 81 anos), que é um famoso arqueólogo, professor e aventureiro. E aqui, ele embarca em mais uma missão inesperada. Então, o herói encontra-se em uma nova era e está se aproximando da aposentadoria. Com isso, ele luta para se encaixar em um mundo que parece tê-lo superado.

Acontece que, quando as garras de um mal muito familiar retornam na forma de um antigo rival, Indiana Jones deve colocar seu chapéu e pegar seu chicote mais uma vez para garantir que um antigo e poderoso artefato não caia nas mãos erradas. Porém, desta vez, ele tem o apoio de uma nova geração para ajudá-lo nas descobertas e na luta contra o vilão Jürgen Voller (Mads Mikkelsen). Isso porque Indiana Jones tem a companhia da afilhada, Helena Shaw (Phoebe Waller-Bridge). Assim, o arqueólogo corre contra o tempo para recuperar o item que pode mudar o curso da história.

Filme de James Mangold não empolga nem decepciona

Indiana Jones e a Relíquia do Destino tem efeitos especiais problemáticos e cenas de ação apenas adequadas ao público a que o filme se propõe. Isso porque, por mais que James Mangold (“Garota, Interrompida”) seja um ótimo diretor de atores e saiba como conduzir uma narrativa sólida, ele carece do mesmo vigor e inovação que Steven Spielberg apresenta há décadas. Portanto, ele não é um cineasta tão autoral. 

Mesmo assim, é agradável ver Harrison Ford de volta ao papel. Afinal, ele está sempre muito à vontade como o protagonista. Além disso, não deixa de ser curioso e importante termos um filme de ação com elenco encabeçado por um astro octogenário.

Avaliação

Avaliação: 2.5 de 5.

Autora da Crítica

Sophia Mendonça é uma youtuber, podcaster, escritora e pesquisadora brasileira. É mestre em Comunicação, Territorialidades e Vulnerabilidades (UFMG) e doutoranda em Literatura, Cultura e Tradução (UfPel). Em 2016, tornou-se a pessoa mais jovem a receber o Grande Colar do Mérito em Belo Horizonte. Em 2019, ganhou o prêmio de Boas Práticas do programa da União Européia Erasmus+.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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Hertes Ivolela
6 meses atrás

Sinceramente achei um enorme desperdicio de dinheiro ao produzir um filme cujo roteiro nao tem nem pe nem cabeça e que abusa de correria e efeitos especiais. O filme parece ate o famigerado “Velozes e furiosos”.