Resenha da animação Hotel Transilvânia, que reúne elenco de monstros clássicos para uma comédia infantil. O filme, porém, não decola.
O filme Hotel Transilvânia (2012) nos apresenta a um resort cinco estrelas, o refúgio perfeito para monstros exaustos de assustar humanos. Sob a batuta do Conde Drácula (Adam Sandler), o local se enche de convidados para a festa de 118 anos de sua filha, Mavis (Selena Gomez). Contudo, a celebração toma um rumo inesperado com a chegada de Jonathan (Adam Samberg), um humano “sem noção” que se apaixona por Mavis, virando o mundo de Drácula de cabeça para baixo.
Apesar da premissa cativante, que reúne um elenco de monstros clássicos para uma comédia infantil, o roteiro não consegue se aprofundar. Ele se apoia em uma estrutura clichê de um pai que tem dificuldades em aceitar o crescimento da filha. E a comédia, infelizmente, não decola. Afinal, as piadas são previsíveis e sem graça. O que ocorre tanto nos diálogos quanto na construção dos personagens.
O elenco de monstros, apesar de ser um atrativo, não recebe a atenção que merecia, com personalidades pouco desenvolvidas e que não oferecem alívio cômico, tornando a experiência cansativa para o público mais velho. A animação, embora tecnicamente correta, não traz nada de novo ou visualmente notável. No fim das contas, o filme não consegue ir além do básico, deixando a desejar tanto na trama quanto no humor.
Sophia Mendonça é jornalista, professora universitária e escritora. Além disso, é mestre em Comunicação, Territorialidades e Vulnerabilidades (UFMG) e doutoranda em Literatura, Cultura e Tradução (UfPel). Ela também ministrou aulas de “Tópicos em Produção de Texto: Crítica de Cinema “na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), junto ao professor Nísio Teixeira. Além disso, Sophia dá aulas de “Literatura Brasileira Contemporânea “na Universidade Federal de Pelotas (UfPel), com ênfase em neurodiversidade e questões de gênero.
Atualmente, Sophia é youtuber do canal “Mundo Autista”, crítica de cinema no “Portal UAI” e repórter da “Revista Autismo“. Aliás, ela atua como criadora de conteúdo desde 2009, quando estreou como crítica de cinema, colaborando com o site Cineplayers!. Também, é formada nos cursos “Teoria, Linguagem e Crítica Cinematográfica” (2020) e “A Arte do FIlme” (2018), do professor Pablo Villaça. Além disso, é autora de livros-reportagens como “Neurodivergentes” (2019), “Ikeda” (2020) e “Metamorfoses” (2023). Na ficção, escreveu obras como “Danielle, asperger” (2016) e “A Influenciadora e o Crítico” (2025).
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