Holland, de Mimi Cave, exibe potencial ao trazer Nicole Kidman como protagonista de um suspense dramático que se esconde em meio a vidas aparentemente perfeitas. Este é um estilo que usualmente agrada e envolve. Aqui, no entanto, o resultado não passa do insosso. Afinal, o filme não tem emoção, nem uma atmosfera de tensão palpável. E sequer apresenta doses de humor perverso ou de qualquer elemento que possa oferecer tempero à narrativa.
Sinopse do filme Holland, com Nicole Kidman, disponível no Prime Vídeo
Neste longa-metragem, Nicole Kidman dá vida à meticulosa professora Nancy Vandergroot, que leva uma vida aparentemente perfeita ao lado do marido Fred (interpretado por Matthew Macfadyen) e do filho Harry (Jude Hill). No entanto, sua rotina pacata na pequena cidade de Holland, Michigan, começa a se desdobrar em uma trama sombria quando ela e seu colega de trabalho Dave (Gael García Bernal) começam a suspeitar de um segredo obscuro. O que eles descobrem coloca em xeque tudo o que Nancy acreditava ser real.
Há até um quê de melancolia e na atmosfera de uma cidade com inspiração holandesa para o qual a obra poderia se direcionar, ao mostrar pessoas que vestem fantasias para esconder a própria identidade. Ao mesmo tempo, a ideia de um pai que brinca com maquetes que tem recriações detalhadas de partes da Holanda pode ser fruto de uma boa metáfora visual. Também, há a escolha pela ambientação nos anos 2000. Provavelmente uma estratégia para eliminar o glamour e se aprofundar na nostalgia.
Resenha do filme Holland, com Nicole Kidman
Acontece que, no conjunto, nada disso comunica muita coisa. Isso ocorre porque o desenvolvimento dos personagens é superficial e, com exceção de Nicole Kidman, as interpretações são frágeis e sem energia. Dessa forma, fica difícil se envolver com o mistério, mesmo com todas as reviravoltas e escândalos.
Inscreva-se em nossa newsletter Filmes Para Sempre
Avaliação

Sophia Mendonça é jornalista, professora universitária e escritora. Além disso, é mestre em Comunicação, Territorialidades e Vulnerabilidades (UFMG) e doutoranda em Literatura, Cultura e Tradução (UfPel). Ela também ministrou aulas de “Tópicos em Produção de Texto: Crítica de Cinema “na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), junto ao professor Nísio Teixeira. Além disso, Sophia dá aulas de “Literatura Brasileira Contemporânea “na Universidade Federal de Pelotas (UfPel), com ênfase em neurodiversidade e questões de gênero.
Atualmente, Sophia é youtuber do canal “Mundo Autista”, crítica de cinema no “Portal UAI” e repórter da “Revista Autismo“. Aliás, ela atua como criadora de conteúdo desde 2009, quando estreou como crítica de cinema, colaborando com o site Cineplayers!. Também, é formada nos cursos “Teoria,
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.
Filme para assistir sem gastar com pipoca