Arte e entretenimento

Crítica: Duas Por Uma (2020)

Duas por Uma parece em tese o filme perfeito para encerrar décadas de papéis emblemáticos de Drew Barrymore, que deu uma pausa na carreira de atriz para cuidar das filhas e se dedicar ao ofício de apresentadora de talk-show. Assim, trata-se de uma comédia dramática melancólica que inspira a reflexões sobre artistas e celebridades.

Filme que deveria coroar a carreira de uma das melhores atrizes de Holywood gera apenas tédio

Com isso, o longa-metragem acompanha uma estrela de cinema com a carreira em decadência que contrata uma dublê para ir para uma clínica de reabilitação em seu lugar. Entretanto, ela não esperava que sua sósia fosse gostar tanto de estar em seu lugar.

Esta obra desperdiça todo um potencial enorme de ser psicologicamente tensa e artisticamente engrancedora. Então, na prática, revela-se um desfecho tedioso a uma fase de uma das artistas mais célebres e experientes de Hollywood. Assim, Duas Por Uma tem várias características que juntas poderiam gerar um filme grandioso, seja pelo diálogo ou até pelo contraste entre elas. Porém, peca por não se aprofundar em nenhum deles e acaba soando como uma colcha de retalhos mal costurada e que jamais evoca complexidade.

Duas Por Uma é forte candidato a pior trabalho de Drew Barrymore

Mesmo com este problema e uma condução sem sendo de ritmo ou tensão, a produção tenta se sustentar na interpretação da sempre excelente Drew Barrymore. Ela parece talhada para os papéis das sósias. Isso ocorre tanto pelo talento dela quanto pelo histórico em Hollywood de atriz dramática premiada e comediante rentável, além dos altos e baixos da vida pessoal em seus tempos de atriz mirim. Então, quando nem Drew Barrymore consegue transformar essa obra em algo interessante, é porque a condução da narrativa foi mesmo desastrosa.

Avaliação

Avaliação: 1 de 5.

Autora da Crítica

Sophia Mendonça é uma youtuber, podcaster, escritora e pesquisadora brasileira. É mestre em Comunicação, Territorialidades e Vulnerabilidades (UFMG). Em 2016, tornou-se a pessoa mais jovem a receber o Grande Colar do Mérito em Belo Horizonte. Em 2019, ganhou o prêmio de Boas Práticas do programa da União Européia Erasmus+.

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