Dora e a Cidade Perdida é aventura ingênua para pré-adolescentes. Este filme carece de inspiração e ambição.
Dora e a Cidade Perdida é a versão em live-action, ou seja, com atores de carne-e-osso, do desenho animado do Nick Jr. Esta animação fez tanto sucesso que ficou no ar por 12 anos, de 2000 a 2012. Assim, o filme tem ambientação na floresta peruana. Com isso, narra as aventuras de Dora (Isabella Merced) junto de seu macaco Botas, amigos que acabou de fazer na escola e um misterioso explorador a fim de salvar seus pais de mercenários. Mas Dora também terá de solucionar um grande mistério que envolve Parapata. Esta é uma antiga cidade perdida dos Incas.
Assim, o que há de mais interessante na produção é a maneira como ela satiriza a própria ingenuidade inerente ao formato. Então, seja no humor ou na personalidade da protagonista, que recebe uma interpretação razoável e um pouco caricata de Isabella Merced, o tom de auto sátira acompanha a produção. Essa característica se extende aos momentos musicais e até mesmo em desenho animado.
Porém, Dora e a Cidade Perdida não consegue perder o rótulo de aventura escapista para crianças e adolescentes nas férias. Com isso, não apresenta qualquer tentativa de criar algo mais ambicioso. Dessa forma, o humor revela-se inocente e falta maior emoção às cenas de ação. Para piorar, a longa duração pode tornar a produção cansativa para as crianças menores.
Ainda assim, Dora e a Cidade Perdida pode se revelar uma experiência agradável para o público pré-adolescente. Isso porque essa população não tem o repertório dos mais velho. Portanto, não conhece os lugares comuns tão presentes na projeção, mesmo nos momentos que deveriam ser surpreendentes.
Sophia Mendonça é uma youtuber, podcaster, escritora e pesquisadora brasileira. Em 2016, tornou-se a pessoa mais jovem a receber o Grande Colar do Mérito em Belo Horizonte. Em 2019, ganhou o prêmio de Boas Práticas do programa da União Européia Erasmus+.
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