Sátira de The Bachelor e romance se misturam em novo filme de Miranda Cosgrove, Confira a crítica de A Paris Errada, da Netfliz.
A comédia romântica A Paris Errada é uma obra que se destaca por trazer uma abordagem inteligente e divertida sobre o universo dos reality shows. A trama central, que gira em torno de um programa de namoro, é um prato cheio para quem adora o gênero. O filme não apenas satiriza os estereótipos de participantes (da garota durona à mocinha do interior) com um humor afiado.
Também, ele incorpora as reviravoltas típicas que os produtores de reality shows adoram criar. A dinâmica do programa, com seus desafios, competições e eliminação de participantes, é recriada de forma tão realista que lembra os famosos shows como ‘The Bachelor’.
O elenco é outro ponto forte. A presença de Miranda Cosgrove no papel principal traz uma sensação de nostalgia e conforto. Essa percepção acontece especialmente para quem a acompanha desde suas atuações nas sitcoms ‘Drake & Josh’ e ‘iCarly’. Além disso, o carisma e a familiaridade da atriz tornam a protagonista, Dawn, ainda mais cativante. E o sonho de Dawn, uma jovem texana que aspira a estudar arte em Paris, é uma premissa com a qual é fácil se identificar. Sem contar que a narrativa é recheada de diálogos com mensagens de incentivo e momentos tocantes.
Em A Paris Errada, acompanhamos a história de Dawn (Miranda Cosgrove). Ela é uma garota do Texas com um grande sonho: frequentar uma escola de arte em Paris. Embora seja aceita, ela não tem dinheiro para a viagem e a estadia. Porém, uma chance de mudar tudo aparece: participar de um reality show de namoro cujo prêmio é uma viagem para a capital francesa. No entanto, a reviravolta acontece quando, em vez de pousar em Paris, França, as participantes acabam em Paris, Texas.
Então, determinada a ser eliminada para não participar do programa, Dawn tenta de tudo para sabotar sua participação. Mas seus planos são constantemente atrapalhados pelo charmoso cowboy Trey (Pierson Fodé), o solteiro disputado do reality. Dessa forma, o enredo é cheio de surpresas e o filme é uma ótima pedida para quem busca uma história leve, com humor esperto e uma bela dose de romance.
Sophia Mendonça é jornalista, professora universitária e escritora. Além disso, é mestre em Comunicação, Territorialidades e Vulnerabilidades (UFMG) e doutoranda em Literatura, Cultura e Tradução (UfPel). Ela também ministrou aulas de “Tópicos em Produção de Texto: Crítica de Cinema “na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), junto ao professor Nísio Teixeira. Além disso, Sophia dá aulas de “Literatura Brasileira Contemporânea “na Universidade Federal de Pelotas (UfPel), com ênfase em neurodiversidade e questões de gênero.
Atualmente, Sophia é youtuber do canal “Mundo Autista”, crítica de cinema no “Portal UAI” e repórter da “Revista Autismo“. Aliás, ela atua como criadora de conteúdo desde 2009, quando estreou como crítica de cinema, colaborando com o site Cineplayers!. Também, é formada nos cursos “Teoria, Linguagem e Crítica Cinematográfica” (2020) e “A Arte do FIlme” (2018), do professor Pablo Villaça. Além disso, é autora de livros-reportagens como “Neurodivergentes” (2019), “Ikeda” (2020) e “Metamorfoses” (2023). Na ficção, escreveu obras como “Danielle, asperger” (2016) e “A Influenciadora e o Crítico” (2025).
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