Arte e entretenimento

Crítica:  “A Empregada” (2025) – Selma Sueli Silva

A adaptação cinematográfica de “A Empregada” já nasce com a responsabilidade de honrar um best-seller. E, felizmente, a fidelidade ao material original e a força das interpretações consegue criar uma experiência audiovisual completa. Com isso, o filme é capaz de agradar tanto aos leitores ávidos quanto ao público novo.

Um dos pontos mais magnéticos da produção é, sem dúvida, a escolha do elenco. Afinal, o trio de protagonistas entrega personagens lindos e carismáticos. Contudo, não se engane pela aparência. Isso porque cada um carrega uma história densa que é revelada em camadas. Dessa forma, a obra mantém o interesse constante.

Fidelidade ao livro de Freida McFadden e o elenco de peso

O filme utiliza com maestria o tropo da “vida perfeita“. Somos apresentados a uma casa impecável e a um casal que parece saído de uma revista de decoração. No entanto, a entrada da empregada serve como catalisador que desmorona essa fachada. A construção do suspense, aliás, é crível e fundamentada em elementos humanos. E a reviravolta não surge do nada; ela é plantada detalhadamente. Com isso, culmina em uma virada que desafia a imaginação de quem assiste pela primeira vez.

O ápice do roteiro de Rebecca Sonnenshine, baseado em livro de Freida McFadden, acontece quando uma única frase, dita por um personagem chave, ilumina todas as atitudes anteriores. Desse modo, entrega aquela sensação satisfatória de “agora tudo faz sentido”.

Suspense impecável e a direção de Paul Feig marcam “A Empregada”

Para quem leu a obra original, o longa é um presente. Ele mantém os detalhes alinhavados na mente do leitor, respeitando a cronologia e o tom da história. Contudo, o maior triunfo da direção de Paul Feig (“Um Pequeno Favor”) é garantir que a linguagem audiovisual seja autossuficiente. Isso porque quem não conhece o livro não sentirá falta de contexto, pois o filme entrega uma narrativa redonda e independente.

A única ressalva fica para a participação de dois personagens. No livro, as subtramas possuem um peso maior e explicações mais detalhadas. No cinema, embora cumpra a função narrativa, o jardineiro e a filha do casal acabam perdendo um pouco do espaço que tinha nas páginas. Nada que comprometa, entretanto, o envolvimento da trama.

Avaliação

Avaliação: 4 de 5.

Selma Sueli Silva é criadora de conteúdo e empreendedora no projeto multimídia Mundo Autista D&I, escritora e radialista. Mestranda em Literatura pela UFPel, é também especialista em Comunicação e Gestão Empresarial (IEC/MG). Além disso, ela atua como editora no site O Mundo Autista (Portal UAI) e é articulista na Revista Autismo (Canal Autismo). Ela também é radialista, tendo trabalhado por 15 anos como produtora e debatedora do programa Rádio Vivo, na Itatiaia. E é autora de livros como “Minha vida de trás pra Frente” (2017), “Camaleônicos” (2019) e “Autismo no Feminino” (2022).

Em 2019, Selma recebeu o prêmio de Boas Práticas do programa da União Europeia Erasmus+. Além dele, ganhou Prêmio Microinfluenciadores Digitais 2023, na categoria PcD. E é membro da UNESCOSOST movimento de sustentabilidade Criativa, desde 2022. Como crítica de cinema, é formada no curso “A Arte do Filme”, do professor Pablo VIllaça. Também é mentora em “Comunicação e Diálogo” para comunicação eficaz e um diálogo construtivo nos Relacionamentos Interpessoais, Sociais, Familiares, Profissionais e Estudantis.

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