Arte e entretenimento

Crítica: “A Babá” (2017)

A Babá é o filme perfeito para quem já se cansou de filmes de terror que se levam a sério demais. Lançada em 2017, essa produção da Netflix é uma verdadeira joia do gênero. Isso porque o filme retrata o clima nostálgico dos filmes de terror dos anos 80 com uma dose generosa de humor e um visual moderno e vibrante.

O diretor McG, conhecido por filmes como a duologia de “As Panteras” e por “Exterminador do Futuro: A Salvação”, mostra mais uma vez sua habilidade em criar uma experiência divertida e repleta de energia. Dessa forma, o filme não tenta ser algo que não é. Em vez disso, ele abraça sua identidade de “terror para adolescentes” com orgulho. Então, “A Babá” mergulha em artifícios como legendas na tela, efeitos visuais exagerados e uma trilha sonora que dita o ritmo frenético da ação.

A história de A Babá, um filme original Netflix de diretor de “As Panteras” e “Exterminador do Futuro

A trama é centrada em Cole (Judah Lewis), um garoto de 12 anos apaixonado por sua babá, Bee (Samara Weaving). A vida dele vira de ponta-cabeça quando, em uma noite, ele decide espioná-la e descobre um segredo aterrorizante: Bee e um grupo de amigos adolescentes fazem parte de um culto satânico e estão prestes a realizar um ritual de sacrifício. A partir daí, o filme se transforma em uma perseguição sangrenta e hilária, com Cole tentando sobreviver à noite e escapar de seus “ídolos” assassinos.

Apesar da premissa de “sobrevivência em uma noite” não ser particularmente original, a execução do filme é o que o diferencia. O elenco é um dos pontos fortes, especialmente Samara Weaving, que entrega uma atuação carismática e convincente como a sádica e imprevisível Bee. Afinal, ela transita com maestria entre a figura de babá ideal e de líder de culto. Além disso, a química entre ela e o jovem Judah Lewis é um dos principais motores da história.

Samara Weaving se destaca em terror adolescente da Netflix, “A Babá”

O que torna A Babá ainda mais gratificante é a inteligência do protagonista. Isso porque Cole não é o típico garoto inocente. Embora seja tratado como ingênuo por seus pais, ele demonstra uma esperteza surpreendente, o que torna a sua jornada ainda mais empolgante. E a direção de McG, com seu estilo carregado de humor excêntrico e uma narrativa ágil, transforma a experiência em um verdadeiro jogo de gato e rato. Assim, tudo torna-se ainda mais divertido e envolvente.

Sophia Mendonça é jornalista, professora universitária e escritora. Além disso, é mestre em Comunicação, Territorialidades e Vulnerabilidades (UFMG) e doutoranda em Literatura, Cultura e Tradução (UfPel). Ela também ministrou aulas de “Tópicos em Produção de Texto: Crítica de Cinema “na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), junto ao professor Nísio Teixeira. Além disso, Sophia dá aulas de “Literatura Brasileira Contemporânea “na Universidade Federal de Pelotas (UfPel), com ênfase em neurodiversidade e questões de gênero.

Atualmente, Sophia é youtuber do canal “Mundo Autista”, crítica de cinema no “Portal UAI” e repórter da “Revista Autismo“. Aliás, ela atua como criadora de conteúdo desde 2009, quando estreou como crítica de cinema, colaborando com o site Cineplayers!. Também, é formada nos cursos “Teoria, Linguagem e Crítica Cinematográfica” (2020) e “A Arte do FIlme” (2018), do professor Pablo Villaça. Além disso, é autora de livros-reportagens como “Neurodivergentes” (2019), “Ikeda” (2020) e “Metamorfoses” (2023). Na ficção, escreveu obras como “Danielle, asperger” (2016) e “A Influenciadora e o Crítico” (2025).

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