Respirar, Andar e Silenciar: Como Lido com a Sobrecarga Sensorial no Autismo e A Importância de Sair de Cena.
Sabe aquele momento em que o mundo parece estar “alto” demais? Luzes muito fortes, conversas paralelas, barulhos constantes… Para muitas pessoas, isso é apenas o caos do dia a dia. Mas, para mim, pode se transformar rapidamente em uma sobrecarga sensorial paralisante.
Ao longo do tempo, aprendi que não adianta lutar contra o ambiente. Em vez disso, eu preciso encontrar formas de proteger o meu sistema nervoso. Foi assim que desenvolvi o que chamo de minha “tríade de autorregulação”.
Quando percebo que o ambiente está se tornando estimulante demais e sinto que estou perdendo o controle, coloco em prática três ações fundamentais:
Nem sempre essa tríade é suficiente se eu permanecer no meio do caos. Às vezes, a estratégia mais eficaz é simplesmente me retirar. Portanto, sair do ambiente por alguns minutos pode ser uma ferramenta de regulação necessária.
Essas pequenas pausas estratégicas me dão maior autonomia. Isso porque elas são como uma válvula de escape que me permite voltar ao meu estado normal. E, assim, ter fôlego para enfrentar lugares e situações sensorialmente desafiadoras. Então, se você também se sente sobrecarregado com frequência, talvez valha a pena testar sua própria tríade de pausas. Afinal, cuidar da nossa regulação é o que nos permite continuar navegando no mundo.
Sophia Mendonça é jornalista e escritora. Além disso, é mestre em Comunicação, Territorialidades e Vulnerabilidades (UFMG) e doutoranda em Literatura, Cultura e Tradução (UFPel). Ela também ministrou aulas de “Tópicos em Produção de Texto: Crítica de Cinema “na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), junto ao professor Nísio Teixeira. Além disso, Sophia dá aulas de “Literatura Brasileira Contemporânea “na Universidade Federal de Pelotas (UFPel), com ênfase em neurodiversidade e questões de gênero.
Atualmente, Sophia é youtuber do canal “Mundo Autista”, crítica de cinema no “Portal UAI” e repórter da “Revista Autismo“. Aliás, ela atua como criadora de conteúdo desde 2009, quando estreou como crítica de cinema, colaborando com o site Cineplayers!. Também, é formada nos cursos “Teoria, Linguagem e Crítica Cinematográfica” (2020) e “A Arte do FIlme” (2018), do professor Pablo Villaça. Além disso, é autora de livros-reportagens como “Neurodivergentes” (2019), “Ikeda” (2020) e “Metamorfoses” (2023). Na ficção, escreveu obras como “Danielle, asperger” (2016) e “A Influenciadora e o Crítico” (2025).
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