Relacionamentos humanos

Como acabar com a indiferença e incluir?

Bom dia! Tudo bem? Por favor inclua minha mãe no Programa de Atendimento Domiciliar? Ela é idosa, sofreu uma queda aqui no Posto de Saúde e fraturou o quadril.

_ Não tem vaga. Ela vai ter que esperar.

_ Boa tarde! Tudo bem? O Posto de Saúde nos encaminhou para esta UPA, ela está com fratura no quadril, preciso de ajuda para colocá-la na cadeira de rodas.

_ Não posso sair da portaria e realizar qualquer manejo de paciente. Peça ajuda a alguém aí fora.

_ Boa noite! Por favor, algum enfermeiro ou enfermeira, pode me ajudar? Minha mãe…

_ Estamos ocupados. Ela vai ter que esperar.

_ Boa noite, Dra.! A minha mãe…

_ Para você não perder seu tempo, eu não estou atendendo aqui.

Cultura da indiferença. Até quando?

A cultura da indiferença não é um “privilégio” de quem depende do sistema público de saúde, no setor privado ela é igual ou até pior. Quem faz a diferença é o ser humano, independente de classe social.

Política se discute sim!

Nunca tive aula sobre como exercer minha cidadania. Como resultado, não aprendi como escolher um representante público. Mas sempre ouvi que política não se discute. Errado. A política está em tudo, influencia em todas as esferas da nossa vida, impacta em todas as nossas escolhas e é impactada por elas.

A vida me ensinou resignação e resiliência para lutar por direitos garantidos na nossa Constituição, e a não me silenciar diante da banalização da dor do outro. E, por isso mesmo, sigo semeando humanidade com amabilidade e respeito. Porque eu trato as pessoas como quero ser tratada.

“O amor nasce de sementes distraídas que brotam ao acaso.”

O Céu no andar de baixo

Roberta Colen Linhares, natural de Belo Horizonte – MG, casada, mãe de Arthur e Isis, contadora de histórias pelo Instituto Aletria, e atualmente é graduanda do Curso de Letras na PUC Minas.

Mundo Autista

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