Como a memória afetiva dos pais e avós ajuda nas brincadeiras com os filhos? - O Mundo Autista
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Como a memória afetiva dos pais e avós ajuda nas brincadeiras com os filhos?

Victor Mendonça e Raquel Romano

Victor Mendonça: Hoje, a gente vai falar sobre como a memória afetiva, dos pais e avós, pode trazer brincadeiras benéficas para as crianças de hoje, não é mesmo Raquel? Tudo bom?

Raquel Romano: Eu fico aqui lembrando a minha infância. E as brincadeiras são parte da alfabetização cultural de qualquer pessoa, de qualquer povo. Então, eu lembro muito a minha infância quando se fala em memória afetiva, através das brincadeiras. Eu trago lembranças maravilhosas da minha infância, que foi no interior, onde a rua era o nosso palco para cantar, para brincar, para fazer teatro, para desenhar na areia, as brincadeiras nos tempos de chuva aproveitando a terra molhada. São tantas brincadeiras que fazem parte desse acervo maravilhoso e que hoje trago com muito carinho para passar para frente. Na minha educação, no meu trabalho como arte-educadora, com projetos culturais, eu sempre prezei esse resgate da memória afetiva através das brincadeiras de infância.

Victor Mendonça: Raquel, quando você fala dessas brincadeiras de domínio público, eu acho muito interessante porque, atualmente, a gente vive esse “confronto de gerações” com as crianças de hoje, muito acostumadas com a tecnologia, e os pais que tinham brincadeiras que envolviam questões mais manuais, folclóricas e tudo mais. Você acha importante esse resgate, você já falou que acha importante esse resgate, mas como podemos trazer isso para as crianças, quais são os benefícios para a relação entre a família como um todo?

Raquel: É importantíssimo trazer. E, como nós podemos fazer isso? Trazendo os pais, os avós, bisavós, que têm esse acervo maravilhoso para compartilhar com jovens e crianças desde cedo. Nenhuma criança vai negar o gosto por essa atividade. São muitas atividades: são jogos feitos em casa, jogos com pedras, jogos de memória onde você trabalha o corpo, trabalha a inteligência psicomotricidade, trabalha a expressão criadora. Trabalha, ao mesmo tempo, essa relação de gerações, relação afetiva entre gerações. Então, eu acho que é um vínculo energético muito bonito: os avós, os pais poderem trazer para essas crianças, não é tirá-las da tecnologia que é hoje, o mundo é tecnológico, eles vão precisar. É compartilhar, encontrar momentos de afetividade, porque isso é afeto compartilhado: você trazer a memória afetiva das brincadeiras de infância.

Victor Mendonça: É uma coisa que a gente até vai discutir nos próximos programas, é que brincadeira não precisa ser teorizada. Então, é muito bacana como a gente vai vivenciar na prática a coisa da arte, a questão do lúdico mesmo no dia a dia.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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