Zootopia 2: Uma Sequência Brilhante Sobre Empatia e Fake News - O Mundo Autista
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Zootopia 2: Uma Sequência Brilhante Sobre Empatia e Fake News

Crítica de Zootopia 2. A nova animação da Disney mantém o brilho do original e expande seu universo para debater fake news e empatia.

Crítica de Zootopia 2. A nova animação da Disney mantém o brilho do original e expande seu universo para debater fake news e empatia.

Crítica de Zootopia 2. A nova animação da Disney mantém o brilho do original e expande seu universo para debater fake news e empatia.

O primeiro Zootopia é uma das empreitadas mais ambiciosas, astutas e divertidíssimas que a Disney teve a audácia de lançar a partir dos anos 2000. Assim, é de uma lindeza ímpar a maneira como aquela obra pega a biodiversidade e a transforma em uma alegoria social das mais afiadas.

O Legado do Primeiro Zootopia: Uma Alegoria Social Brilhante

O filme destrincha as complexidades e as minúcias políticas da nossa convivência. Com isso, bate na tecla da natureza versus construção social, e disseca o preconceito em suas mais variadas e insidiosas camadas. E faz tudo isso sendo, pasmem, fofo, imensamente envolvente e uma delícia de assistir. O que nos traz, então, a Zootopia 2. A grande notícia aqui? O novo filme preserva todas as qualidades do original.

Uma Ode à Empatia e ao Visual Deslumbrante de Zootopia 2

O que temos nesta continuação é, pura e simplesmente, uma ode à empatia. É um apelo àquele senso de justiça que deveria ditar as nossas relações. E abraça de bom grado as falhas e as contradições que nos tornam tão – com o perdão do trocadilho animalesco – profundamente humanos. Se o visual é um acinte de tão deslumbrante, a dinâmica dos personagens continua de um carisma formidável.

A Maturidade do Roteiro de Zootopia 2: Fake News e a Nossa Realidade

Mas a grande sacada de Zootopia 2 é como a trama consegue expandir, com uma organicidade invejável, as discussões do seu antecessor. O roteiro tem a coragem de colocar o dedo na ferida da nossa era. Dessa forma, aborda as fake news e a demonização sistemática de uma população que é cruelmente usada como bode expiatório. É uma maturidade narrativa de tirar o chapéu, entregue ao espectador embrulhada em muito, mas muito calor humano. É, em suma, um espetáculo.

Avaliação

Avaliação: 4 de 5.
Sophia Mendonça

Autora

Sophia Mendonça é jornalista e escritora. Além disso, é mestre em Comunicação, Territorialidades e Vulnerabilidades (UFMG) e doutoranda em Literatura, Cultura e Tradução (UFPel). Ela também ministrou aulas de “Tópicos em Produção de Texto: Crítica de Cinema “na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), junto ao professor Nísio Teixeira. Além disso, Sophia dá aulas de “Literatura Brasileira Contemporânea “na Universidade Federal de Pelotas (UFPel), com ênfase em neurodiversidade e questões de gênero.

Atualmente, Sophia é youtuber do canal “Mundo Autista”, crítica de cinema no “Portal UAI” e repórter da “Revista Autismo“. Aliás, ela atua como criadora de conteúdo desde 2009, quando estreou como crítica de cinema, colaborando com o site Cineplayers!. Também, é formada nos cursos “Teoria, Linguagem e Crítica Cinematográfica” (2020) e “A Arte do FIlme” (2018), do professor Pablo Villaça. Além disso, é autora de livros-reportagens como “Neurodivergentes” (2019), “Ikeda” (2020) e “Metamorfoses” (2023). Na ficção, escreveu obras como “Danielle, asperger” (2016) e “A Influenciadora e o Crítico” (2025).

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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