Scream Queens: A Mistura Perfeita de Terror e Comédia de Ryan Murphy - O Mundo Autista
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Scream Queens: A Mistura Perfeita de Terror e Comédia de Ryan Murphy

Crítica da 1ª temporada de Scream Queens: descubra como Ryan Murphy mistura terror slasher, humor ácido e o absurdo em uma série viciante.

Crítica da 1ª temporada de Scream Queens: descubra como Ryan Murphy mistura terror slasher, humor ácido e o absurdo em uma série viciante.

A primeira temporada de Scream Queens é uma síntese perfeita do estilo de Ryan Murphy. Trata-se, afinal, de uma fusão entre o tom vibrante de Glee com a atmosfera macabra de American Horror Story. A série é um slasher divertido que, sem pretensões de entregar um desenvolvimento profundo de personagens, foca no entretenimento pelo viés do absurdo.

O Passado Sombrio da Kappa Kappa Tau

A história tem sua raiz em um trágico evento ocorrido em 1995 na fraternidade feminina Kappa Kappa Tau (KKT). E, durante uma luxuosa festa no campus, uma das integrantes entra em trabalho de parto na banheira da fraternidade. Em vez de ajudá-la, as outras garotas a ignoram para não perderem a festa. A jovem morreu por negligência logo após dar à luz a gêmeos, e o incidente foi abafado pela universidade e pela fraternidade. Vinte anos depois, a KKT é governada com punho de ferro pela cruel, elitista e narcisista Chanel Oberlin (Emma Roberts) e suas “súditas”, conhecidas apenas por números: Chanel #2 (Ariana Grande), Chanel #3 (Billie Lourd) e Chanel #5 (Abigail Breslin).

O Demônio Vermelho e o Caos no Campus

​A Reitora da universidade, Cathy Munsch (Jamie Lee Curtis), detesta Chanel et tudo o que a fraternidade representa. Então, em uma tentativa de destruir a KKT, a reitora decreta que a fraternidade é obrigada a aceitar qualquer aluna que deseje entrar, destruindo o padrão de exclusividade de Chanel. ​Isso traz um grupo de calouras desajustadas para a casa. Assim que as novas garotas chegam, um assassino vestido com a fantasia do mascote da universidade, o Demônio Vermelho, começa a aterrorizar o campus. Aliás, oss alvos principais são as integrantes da KKT e qualquer pessoa associada a elas. A partir daí, a série mergulha no caos, por meio de mortes absurdas e reações desproporcionais dos personagens.

Scream Queens tem Humor Ácido, Cultura Pop e Mortes Ridículas

A produção se mantém leve e fluida graças à sensibilidade cômica, mesmo quando a trama se torna ilógica. Essa dinâmica irreverente permite assistir a vários episódios em sequência sem se cansar. Isso faz com que os momentos mais fracos da narrativa, como o arco de Grace e seu pai, passem quase despercebidos.

A série busca constantemente maneiras de chocar pelo aspecto sinistro e divertir pelo ridículo. Esta é uma aposta que geralmente funciona muito bem. Aliás, alguns exemplos memoráveis incluem uma caloura cantando “Shake It Off” histericamente diante da morte iminente e a chamada para uma “festa branca”, onde as pessoas são encorajadas a vestir branco, ou a simplesmente serem brancas

Um Elenco Estelar Sem Heróis em Scream Queens

Ao contrário de séries tradicionais, Scream Queens não tem heróis. Isso porque todos os personagens são terríveis, irritantes, mesquinhos e deliciosamente absurdos. O elenco eleva o material de forma brilhante, com destaque para Emma Roberts. Como a abelha-rainha da fraternidade, ela rouba a cena  por meio de falas esnobes e cruéis. Já Jamie Lee Curtis, a a “rainha do grito” original, famosa pela franquia “Halloween”, também brilha ao interpretar a reitora durona disposta a destruir a irmandade. Além delas, a série conta ainda com nomes de peso da cultura pop que enriquecem a sátira, como Ariana Grande, Nick Jonas, Keke Palmer, Niecy Nash e Lea Michele.

Avaliação de Scream Queens: 8/10

Sophia Mendonça

Sophia Mendonça é jornalista e escritora. Além disso, é mestre em Comunicação, Territorialidades e Vulnerabilidades (UFMG) e doutoranda em Literatura, Cultura e Tradução (UFPel). Ela também ministrou aulas de “Tópicos em Produção de Texto: Crítica de Cinema “na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), junto ao professor Nísio Teixeira. Além disso, Sophia dá aulas de “Literatura Brasileira Contemporânea “na Universidade Federal de Pelotas (UFPel), com ênfase em neurodiversidade e questões de gênero. Em 2025, Sophia apareceu na posição #57 da lista de 64 egressos notáveis da UFMG, divulgada pelo EduRank. Ao longo de sua trajetória ela ganhou diversos prêmios, incluindo o Grande Colar do Mérito de Belo Horizonte (2016), o Special Tribute do Erasmus+ (2019) e o de micro Influenciadores Digitais do Portal da Comunicação (2023).

Atualmente, Sophia é youtuber do canal “Mundo Autista”, crítica de cinema no “Portal UAI” e repórter da “Revista Autismo“. Aliás, ela atua como criadora de conteúdo desde 2009, quando estreou como crítica de cinema, colaborando com o site Cineplayers!. Também, é formada nos cursos “Teoria, Linguagem e Crítica Cinematográfica” (2020) e “A Arte do FIlme” (2018), do professor Pablo Villaça. Além disso, é autora de livros-reportagens como “Neurodivergentes” (2019), “Ikeda” (2020) e “Metamorfoses” (2023). Na ficção, escreveu obras como “Danielle, asperger” (2016) e “A Influenciadora e o Crítico” (2025).

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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