Pânico 3: O Pior da Franquia ou a Melhor Piada de Hollywood? - O Mundo Autista
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Pânico 3: O Pior da Franquia ou a Melhor Piada de Hollywood?

Pânico 3 é o pior filme da franquia ou uma obra-prima da metalinguagem? A comédia, o terror e os bastidores de Hollywood.

Pânico 3 é o pior filme da franquia ou uma obra-prima da metalinguagem? A comédia, o terror e os bastidores de Hollywood.

Pânico 3 é o pior filme da franquia ou uma obra-prima da metalinguagem? A comédia, o terror e os bastidores de Hollywood.

Pânico 3 é uma obra que divide o público de uma maneira absolutamente visceral. Afinal de contas, estaríamos nós diante de um tropeço colossal ou de uma obra-prima terrivelmente subestimada?

Pânico 3: A Audaciosa Guinada para a Comédia

O que me fascina neste terceiro capítulo não é exatamente a tensão, mas a guinada muito deliberada e, ouso dizer, audaciosa que a direção toma em direção ao humor. Instala-se aqui um tom farsesco e cômico que, de forma muito curiosa, pavimentaria o terreno para se tornar a verdadeira força motriz de toda a franquia nos anos vindouros.

O elenco é francamente formidável; eles exalam um carisma e uma leveza que sustentam até as escolhas mais excêntricas do roteiro. E a sacada de virar a câmera para si mesmos — de espetar e satirizar a hipocrisia e os bastidores inflamados de Hollywood — eleva a metalinguagem a um patamar que é, no mínimo, muito saboroso.

Metalinguagem e a Sátira aos Bastidores de Hollywood

Contudo, sejamos honestos. Se o que você procura é aquele suspense asfixiante e o terror implacável que consagraram a saga… você vai se deparar com uma debilidade assombrosa. Como exercício de medo, Pânico 3 é quase anêmico.

Mas, no fim do dia, a verdade universal prevalece: Pânico é Pânico. E com toda a sua bagunça metalinguística e seus deslizes tonais, é uma experiência que, invariavelmente, sempre vale o seu tempo.”

Avaliação

Avaliação: 3 de 5.

Vídeo – “Pânico 3”

Sophia Mendonça

Autora

Sophia Mendonça é jornalista e escritora. Além disso, é mestre em Comunicação, Territorialidades e Vulnerabilidades (UFMG) e doutoranda em Literatura, Cultura e Tradução (UFPel). Ela também ministrou aulas de “Tópicos em Produção de Texto: Crítica de Cinema “na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), junto ao professor Nísio Teixeira. Além disso, Sophia dá aulas de “Literatura Brasileira Contemporânea “na Universidade Federal de Pelotas (UFPel), com ênfase em neurodiversidade e questões de gênero.

Atualmente, Sophia é youtuber do canal “Mundo Autista”, crítica de cinema no “Portal UAI” e repórter da “Revista Autismo“. Aliás, ela atua como criadora de conteúdo desde 2009, quando estreou como crítica de cinema, colaborando com o site Cineplayers!. Também, é formada nos cursos “Teoria, Linguagem e Crítica Cinematográfica” (2020) e “A Arte do FIlme” (2018), do professor Pablo Villaça. Além disso, é autora de livros-reportagens como “Neurodivergentes” (2019), “Ikeda” (2020) e “Metamorfoses” (2023). Na ficção, escreveu obras como “Danielle, asperger” (2016) e “A Influenciadora e o Crítico” (2025).

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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