Filme Somente Elas: Crítica, Amizade e Superação de Tabus - O Mundo Autista
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Filme Somente Elas: Crítica, Amizade e Superação de Tabus

oI drama Somente Elas continua relevante. Uma análise profunda sobre solidão, quebra de tabus e laços humanos.

oI drama Somente Elas continua relevante. Uma análise profunda sobre solidão, quebra de tabus e laços humanos.

oI drama Somente Elas continua relevante. Uma análise profunda sobre solidão, quebra de tabus e laços humanos.

Sabe quando um filme pega temas que podem ser bastante áridos — como a nossa solidão estrutural, as barreiras imensas que tantas vezes erguemos para evitar relacionamentos e aquela eterna montanha-russa de sentimentos conflitantes — e os trata com uma inteligência e uma delicadeza que chegam a ser surpreendentes? Pois vejam vocês que é exatamente isso que Somente Elas faz. É um drama de uma sensibilidade muito, muito rara.

Um Road Movie Sensível: Como “Somente Elas” Quebra Preconceitos

O grande mérito do roteiro é nos mostrar, de uma maneira muito orgânica, o quanto as nossas divergências são, francamente, irrelevantes quando colocadas na balança ao lado da força de um amor genuíno e de uma amizade verdadeira. E é assim, sem precisar levantar a voz ou dar sermão, que o filme pega os tabus e os preconceitos da época e os coloca, de forma categórica, no seu devido lugar.

Somente Elas: A Maturidade de Whoopi Goldberg e a Força da Amizade Feminina

E o elenco… Ora, o que dizer desse elenco? As interpretações são absolutamente impecáveis em todos os cantos. Mas eu preciso fazer aqui uma reverência à Whoopi Goldberg. Ela justifica cada segundo de tela como protagonista, e o que ela entrega aqui não é apenas carisma, mas o retrato de uma atriz no auge da sua maturidade dramática. É um trabalho de uma solidez impressionante, que segura as pontas do filme de uma maneira muito bonita.

Trilha Sonora e Paisagens: A Jornada Emocionante de Somente Elas

Para embalar tudo isso, a gente tem um trabalho técnico primoroso. A trilha sonora não é apenas perfeitamente adequada àquele clima agridoce da produção; ela entra de cabeça na história e acaba sendo a grande responsável por nos arrancar lágrimas nos momentos mais emocionantes e agudos dessa jornada.

E a fotografia… Bom, a fotografia entende perfeitamente como se deve filmar um bom e velho road movie. Ela usa a estrada a seu favor, aproveitando a viagem para exibir paisagens norte-americanas lindíssimas que servem de respiro tanto para as personagens quanto para o espectador.

No fim das contas, Somente Elas é uma obra que nos convida a entrar no carro e pegar a estrada junto com essas mulheres, entregando uma experiência que aquece o coração. É maravilhoso.

Avaliação

★★★★★
Sophia Mendonça

Autora

Sophia Mendonça é jornalista e escritora. Além disso, é mestre em Comunicação, Territorialidades e Vulnerabilidades (UFMG) e doutoranda em Literatura, Cultura e Tradução (UFPel). Ela também ministrou aulas de “Tópicos em Produção de Texto: Crítica de Cinema “na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), junto ao professor Nísio Teixeira. Além disso, Sophia dá aulas de “Literatura Brasileira Contemporânea “na Universidade Federal de Pelotas (UFPel), com ênfase em neurodiversidade e questões de gênero.

Atualmente, Sophia é youtuber do canal “Mundo Autista”, crítica de cinema no “Portal UAI” e repórter da “Revista Autismo“. Aliás, ela atua como criadora de conteúdo desde 2009, quando estreou como crítica de cinema, colaborando com o site Cineplayers!. Também, é formada nos cursos “Teoria, Linguagem e Crítica Cinematográfica” (2020) e “A Arte do FIlme” (2018), do professor Pablo Villaça. Além disso, é autora de livros-reportagens como “Neurodivergentes” (2019), “Ikeda” (2020) e “Metamorfoses” (2023). Na ficção, escreveu obras como “Danielle, asperger” (2016) e “A Influenciadora e o Crítico” (2025).

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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