Crítica Volver (2006): O Ápice de Pedro Almodóvar e a Força Feminina - O Mundo Autista
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Crítica Volver (2006): O Ápice de Pedro Almodóvar e a Força Feminina

Crítica do filme Volver (2006). Pedro Almodóvar explora o universo feminino e a atuação brilhante de Penélope Cruz.

Crítica do filme Volver (2006). Pedro Almodóvar explora o universo feminino e a atuação brilhante de Penélope Cruz.

Crítica do filme Volver (2006). Pedro Almodóvar explora o universo feminino e a atuação brilhante de Penélope Cruz.

Volver não é apenas uma análise do universo feminino; é Pedro Almodóvar no seu estado mais puro, mais visceral e, ouso dizer, mais irresistível. O que o mestre manchego faz aqui é costurar uma teia complexa sobre as relações familiares e aquela cumplicidade quase atávica, de pura sobrevivência mesmo, que existe entre as mulheres de uma mesma linhagem.

Volver: A Complexidade do Universo Feminino e as Relações Familiares

E a maneira como ele conduz essa narrativa é de um malabarismo assombroso. Como roteirista e diretor, Almodóvar transita entre o drama de cortar o coração e aquele humor mais ácido e corriqueiro com uma segurança e uma fluidez que beiram o absurdo de tão elegantes. Ele te faz sentir o peso da tragédia e, na cena seguinte, arranca uma risada genuína do absurdo que é o cotidiano.

O elenco inteiro, veja bem, é de uma afinação impecável. Um coral perfeitamente ensaiado. Mas, nós precisamos falar de Penélope Cruz. O que ela entrega na pele dessa matriarca em formação, essa mulher ferozmente batalhadora e de um magnetismo arrebatador, é nada menos que um deslumbre. É, sem sombra de dúvida, o papel da vida dela.

Entre o Drama e a Comédia: A Direção Genial de Almodóvar em Volver

Tudo isso vem, claro, maravilhosamente envelopado por aquela paleta de cores vibrantes, uma fotografia estonteante e uma trilha sonora que te puxam pela mão para dentro da tela. É a assinatura incontestável de um cineasta que está no absoluto domínio e auge da sua arte. É, em uma palavra, esplêndido.

Avaliação

Avaliação: 4.5 de 5.
Sophia Mendonça

Autora

Sophia Mendonça é jornalista e escritora. Além disso, é mestre em Comunicação, Territorialidades e Vulnerabilidades (UFMG) e doutoranda em Literatura, Cultura e Tradução (UFPel). Ela também ministrou aulas de “Tópicos em Produção de Texto: Crítica de Cinema “na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), junto ao professor Nísio Teixeira. Além disso, Sophia dá aulas de “Literatura Brasileira Contemporânea “na Universidade Federal de Pelotas (UFPel), com ênfase em neurodiversidade e questões de gênero.

Atualmente, Sophia é youtuber do canal “Mundo Autista”, crítica de cinema no “Portal UAI” e repórter da “Revista Autismo“. Aliás, ela atua como criadora de conteúdo desde 2009, quando estreou como crítica de cinema, colaborando com o site Cineplayers!. Também, é formada nos cursos “Teoria, Linguagem e Crítica Cinematográfica” (2020) e “A Arte do FIlme” (2018), do professor Pablo Villaça. Além disso, é autora de livros-reportagens como “Neurodivergentes” (2019), “Ikeda” (2020) e “Metamorfoses” (2023). Na ficção, escreveu obras como “Danielle, asperger” (2016) e “A Influenciadora e o Crítico” (2025).

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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