Crítica | Scooby-Doo na Ilha dos Zumbis (1998): O marco irretocável da animação de horror - O Mundo Autista
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Crítica | Scooby-Doo na Ilha dos Zumbis (1998): O marco irretocável da animação de horror

Considerado o melhor filme da franquia, Scooby-Doo na Ilha dos Zumbis entrega ameaças reais e tensão formidável

Considerado o melhor filme da franquia, Scooby-Doo na Ilha dos Zumbis entrega ameaças reais e tensão formidável

Considerado o melhor filme da franquia, Scooby-Doo na Ilha dos Zumbis entrega ameaças reais e tensão formidável

Scooby-Doo na Ilha dos Zumbis não é apenas a incursão mais ambiciosa e, francamente, a melhor de toda a amada franquia de mistério; é um marco indiscutível na animação de horror infantojuvenil. O grande trunfo do longa — cujo slogan já nos avisa de antemão que as ameaças, desta vez, são reais e não meros charlatões usando máscaras de borracha — reside em um enredo que ousa tatear os horrores e o sofrimento deixados pela Guerra Civil Americana.

Ameaças reais e a maturidade insuspeita da Mistério S/A em Scooby-Doo na Ilha dos Zumbis

É uma escolha narrativa que injeta uma complexidade e uma humanidade absolutamente insuspeitas na obra. O filme transita pelas noções de risco e perigo, borrando de forma desconfortável as linhas entre vilão e vítima, com uma densidade e um frescor que pegam o espectador no contrapé. O equilíbrio entre o humor característico do grupo e uma melancolia cortante é formidável.

A perfeição atmosférica e sombria dos pântanos da Louisiana em Scooby-Doo na Ilha dos Zumbis

E há, é claro, o primor estético. A qualidade da animação, do uso dramático da paleta de cores à ambientação, é de uma sofisticação ímpar. O cenário isolado e opressivo dos pântanos da Louisiana é capturado com uma perfeição atmosférica invejável. Abraçando um traço visivelmente mais sombrio, a direção acerta em cheio no design de som: o uso magistral do silêncio e dos ruídos ambientes — os grilos incessantes do pântano — eleva a tensão a um patamar que, convenhamos, dá calafrios genuínos. Em suma: um deleite macabro e irretocável que redefiniu a Mistério S/A.

Avaliação

Avaliação: 5 de 5.
Sophia Mendonça

Autora

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Sophia Mendonça é jornalista e escritora. Além disso, é mestre em Comunicação, Territorialidades e Vulnerabilidades (UFMG) e doutoranda em Literatura, Cultura e Tradução (UFPel). Ela também ministrou aulas de “Tópicos em Produção de Texto: Crítica de Cinema “na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), junto ao professor Nísio Teixeira. Além disso, Sophia dá aulas de “Literatura Brasileira Contemporânea “na Universidade Federal de Pelotas (UFPel), com ênfase em neurodiversidade e questões de gênero.

Atualmente, Sophia é youtuber do canal “Mundo Autista”, crítica de cinema no “Portal UAI” e repórter da “Revista Autismo“. Aliás, ela atua como criadora de conteúdo desde 2009, quando estreou como crítica de cinema, colaborando com o site Cineplayers!. Também, é formada nos cursos “Teoria, Linguagem e Crítica Cinematográfica” (2020) e “A Arte do FIlme” (2018), do professor Pablo Villaça. Além disso, é autora de livros-reportagens como “Neurodivergentes” (2019), “Ikeda” (2020) e “Metamorfoses” (2023). Na ficção, escreveu obras como “Danielle, asperger” (2016) e “A Influenciadora e o Crítico” (2025).

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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