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Crítica | Poseidon (2006): O Puro Entretenimento do Filme-Catástrofe

Poseidon é a prova de que filmes de desastre podem ser puro entretenimento. Análise sobre a obra e os altos e baixos deste longa de ação.

Poseidon é a prova de que filmes de desastre podem ser puro entretenimento. Análise sobre a obra e os altos e baixos deste longa de ação.

Poseidon é a prova de que um filme-catástrofe pode funcionar como puro entretenimento. Afinal, o longa conta com um visual imponente, atuações seguras e a batuta de um diretor experiente. Com isso, a produção oferece doses generosas de tensão e adrenalina. O grande trunfo da obra reside no talento do diretor Wolfgang Petersen, de Tróia (2004). Ele assume o comando das cenas de ação e sobrevivência com maestria. Dessa forma, o cineasta confere ao filme um ritmo frenético e envolvente. 

O Cenário de Poseidon: O Navio Invertido Como Grande Vilão

A grande estrela de Poseidon, contudo, é o próprio cenário. Isso porque a arquitetura do transatlântico, que fica literalmente de cabeça para baixo, torna o espetáculo visual ainda mais grandioso. Nesse ambiente inóspito, salões de festa luxuosos se transformam rapidamente em complexas armadilhas mortais.

Clichês de Sobrevivência de filme-catástrofe

Petersen abraça, sem medo ou pudor, as principais convenções do cinema catástrofe. Estão lá as clássicas e perigosas travessias sobre abismos metálicos em chamas, as fugas tensas de cabines trancadas enquanto a água sobe implacavelmente e as luzes do navio que acendem apenas quando convém à dramaticidade da cena. Há também a velha e adorável conveniência dos personagens leigos que, diante do perigo extremo, tornam-se magicamente especialistas em decifrar complexos diagramas navais e sistemas de engenharia.

Poseidon tem Ação de Sobra, Mas Carece de Profundidade Emocional

Apesar de divertido e tecnicamente irrepreensível, Poseidon esbarra na falta de profundidade emocional. Os personagens não possuem camadas suficientes para gerar uma empatia genuína e duradoura no espectador. Assim, eles funcionam mais como peças em um tabuleiro de ação do que como seres humanos complexos. Além disso, faz falta uma história mais densa e um roteiro bem trabalhado para amarrar e dar peso à sucessão alucinante de acontecimentos.

Avaliação: 5/10

Sophia Mendonça

Sophia Mendonça é jornalista e escritora. Além disso, é mestre em Comunicação, Territorialidades e Vulnerabilidades (UFMG) e doutoranda em Literatura, Cultura e Tradução (UFPel). Ela também ministrou aulas de “Tópicos em Produção de Texto: Crítica de Cinema “na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), junto ao professor Nísio Teixeira. Além disso, Sophia dá aulas de “Literatura Brasileira Contemporânea “na Universidade Federal de Pelotas (UFPel), com ênfase em neurodiversidade e questões de gênero. Em 2025, Sophia apareceu na posição #57 da lista de 64 egressos notáveis da UFMG, divulgada pelo EduRank. Ao longo de sua trajetória ela ganhou diversos prêmios, incluindo o Grande Colar do Mérito de Belo Horizonte (2016), o Special Tribute do Erasmus+ (2019) e o de micro Influenciadores Digitais do Portal da Comunicação (2023).

Atualmente, Sophia é youtuber do canal “Mundo Autista”, crítica de cinema no “Portal UAI” e repórter da “Revista Autismo“. Aliás, ela atua como criadora de conteúdo desde 2009, quando estreou como crítica de cinema, colaborando com o site Cineplayers!. Também, é formada nos cursos “Teoria, Linguagem e Crítica Cinematográfica” (2020) e “A Arte do FIlme” (2018), do professor Pablo Villaça. Além disso, é autora de livros-reportagens como “Neurodivergentes” (2019), “Ikeda” (2020) e “Metamorfoses” (2023). Na ficção, escreveu obras como “Danielle, asperger” (2016) e “A Influenciadora e o Crítico” (2025).

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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