Com uma mescla envolvente de drama e comédia romântica, “Meu Nome em Oxford” utiliza as paisagens deslumbrantes e a elegância do Reino Unido como cenário para um romance cativante. Assim, o filme tece uma narrativa que, além de explorar a importância de superar prejulgamentos, aborda com sensibilidade os desafios pessoais e familiares impostos por certas vulnerabilidades.
A trama navega por temas como o conflito entre arte e comércio, as nuances das diferenças de classe e a complexidade de uma vida dividida entre dois continentes. E, embora não se aprofunde em nenhuma dessas questões, o longa-metragem encontra seu alicerce no romance. O humor, ainda que funcional, e o drama, por vezes previsível, mas comovente, são habilmente equilibrados pela atuação de Sofia Carson, conhecida por seus papéis em “Bagagem de Risco” (2024) e “A Lista que Mudou a Minha Vida” (2025). Dessa forma, a presença da estrela da Netflix favorece a harmonização entre os elementos românticos, cômicos e dramáticos da história.
Qual é a história do filme Meu Ano em Oxford?
Baseado no livro escrito pela autora Julia Whelan, “Meu Ano em Oxford” conta a história de Anna De La Vega (Sofia Carson), uma nova-iorquina dedicada e ambiciosa que enfim realiza seu sonho de infância e é aceita para passar um ano estudando na renomada Universidade de Oxford, no Reino Unido. Portanto, ela chega determinada a focar nos estudos e na carreira. Porém, seu coração a pega de surpresa quando ela se envolve com o charmoso e intelectual Jamie Davenport (Corey Mylchreest). Ele é, inclusive, seu professor de literatura. Então, eles prometem um ao outro que o relacionamento será estritamente casual. Acontece que os sentimentos tomam conta com o passar dos dias. Contudo, Jamie esconde um segredo inimaginável que pode colocar esse romance em risco.
Resenha de Meu Ano em Oxford, nova parceria entre Sofia Carson e a Netflix
O sucesso do filme reside, em grande parte, na química do casal principal. Afinal, Sofia Carson tem uma performance leve e marcante. Com isso, confere à sua personagem uma personalidade forte. Ao mesmo tempo, expõe suas vulnerabilidades e sonhos. Além disso, a interação com o professor, vivido por Corey Mylchreest, é notável. Mylchreest, por sua vez, empresta charme e profundidade a um personagem inicialmente pouco afável. Mas que se revela vulnerável e atraente ao longo de um arco dramático convincente e bem construído.
O elenco de apoio também se destaca, com a presença de Poppy Gilbert, que interpreta uma figura misteriosa na vida do protagonista, e Dougray Scott, que oferece uma interpretação calorosa como seu pai. Este é, aliás, o mesmo Scott que imortalizou o Príncipe Henry na aclamada adaptação de “Para Sempre Cinderela” (1998).
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Avaliação

Sophia Mendonça é jornalista, professora universitária e escritora. Além disso, é mestre em Comunicação, Territorialidades e Vulnerabilidades (UFMG) e doutoranda em Literatura, Cultura e Tradução (UfPel). Ela também ministrou aulas de “Tópicos em Produção de Texto: Crítica de Cinema “na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), junto ao professor Nísio Teixeira. Além disso, Sophia dá aulas de “Literatura Brasileira Contemporânea “na Universidade Federal de Pelotas (UfPel), com ênfase em neurodiversidade e questões de gênero.
Atualmente, Sophia é youtuber do canal “Mundo Autista”, crítica de cinema no “Portal UAI” e repórter da “Revista Autismo“. Aliás, ela atua como criadora de conteúdo desde 2009, quando estreou como crítica de cinema, colaborando com o site Cineplayers!. Também, é formada nos cursos “Teoria, Linguagem e Crítica Cinematográfica” (2020) e “A Arte do FIlme” (2018), do professor Pablo Villaça.
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

