“Heart Eyes – Terror à Primeira Vista” é um filme que me surpreendeu muito positivamente. Isso porque ele lida com um equilíbrio tonal difícil de conseguir e alcança o que almeja com muita leveza e alta qualidade. O longa mistura comédia com tiradas excelentes — há momentos em que os diálogos são tão divertidos que você se pega rindo — com um terror slasher bem padrão.
Dia dos Namorados: O Cenário Perfeito para o Amor (e para o Medo) em “Heart Eyes – Terror à Primeira Vista”
Com isso, traz os elementos típicos do subgênero, como o assassino mascarado e toda a estética que o compõe. Além disso, junta tudo com uma história de amor. Portanto, a obra também se trata de um romance que lembra aquelas comédias românticas clássicas.
O filme se sai bem em todos os aspectos. Ele funciona. E, mais do que isso, esses aspectos interagem muito bem entre si. Por exemplo, o filme entende algo que nunca vi da mesma maneira em outras produções. Isso se refere a quanto a estética do Dia dos Namorados — mesmo muito presente no terror, vide filmes como “O Dia do Terror” ou “Dia dos Namorados Macabro” — é, ironicamente, o ambiente perfeito para um casal forjar cumplicidade. Afinal, eles passam por situações difíceis juntos que fortalecem a relação. O que ocorre mesmo quando se conhecem há pouco tempo, como é o caso aqui.
O Elenco e a Trama de “Heart Eyes – Terror à Primeira Vista”
Temos uma protagonista que Olivia Holt vive com muita graça e um par romântico super charmoso, que é o Mason Golding. Ela está prestes a ser demitida após criar uma campanha comercial de Dia dos Namorados pouco empática no período em que há um assassino que mata casais justamente nessa data. A empresa contrata um novo publicitário (Goldin), que a chama para sair. Ela inicialmente não quer nada, mas eles saem e começam a ser perseguidos por esse mesmo assassino.
Veredito
A partir disso, o filme desenvolve um ritmo perfeito, com muito bom humor e algumas surpresas interessantes. É uma produção que foge do lugar-comum, consegue ser crível ao lidar com tantos elementos e mantém um pique que nunca se perde.
O casal principal está muito bem. Dessa forma, é fofo ver o cuidado dele com ela e é divertido ver a transformação dela, que se permite se abrir para o amor. E a própria estética do terror também é curiosa. Por exemplo, o design da aparência do assassino é muito interessante
Avaliação

Autora
Sophia Mendonça é jornalista e escritora. Além disso, é mestre em Comunicação, Territorialidades e Vulnerabilidades (UFMG) e doutoranda em Literatura, Cultura e Tradução (UFPel). Ela também ministrou aulas de “Tópicos em Produção de Texto: Crítica de Cinema “na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), junto ao professor Nísio Teixeira. Além disso, Sophia dá aulas de “Literatura Brasileira Contemporânea “na Universidade Federal de Pelotas (UFPel), com ênfase em neurodiversidade e questões de gênero.
Atualmente, Sophia é youtuber do canal “Mundo Autista”, crítica de cinema no “Portal UAI” e repórter da “Revista Autismo“. Aliás, ela atua como criadora de conteúdo desde 2009, quando estreou como crítica de cinema, colaborando com o site Cineplayers!. Também, é formada nos cursos “Teoria, Linguagem e Crítica Cinematográfica” (2020) e “A Arte do FIlme” (2018), do professor Pablo Villaça. Além disso, é autora de livros-reportagens como “Neurodivergentes” (2019), “Ikeda” (2020) e “Metamorfoses” (2023). Na ficção, escreveu obras como “Danielle, asperger” (2016) e “A Influenciadora e o Crítico” (2025).
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