“Hamnet – A Vida Antes de Hamlet” acerta brilhantemente ao desconstruir o mito de Shakespeare. Dessa forma, o filme dirigido por Chloe Zhao aproxima o dramaturgo do público contemporâneo. O longa-metragem, além disso, revela o ser humano por trás da fama. Então, com uma direção delicada e atuações primorosas, “Hamnet” envolve o espectador em uma narrativa que, embora de época, ecoa questões profundamente atuais.
Como Chloé Zhao Humaniza o Mito de William Shakespeare em Hamnet – A Vida Antes de Hamlet
Sob a ótica da comunicação e da literatura, destaca-se o tema da diversidade no luto e na expressão individual. Isso porque o roteiro de Zhao e Maggie O’Farrell, também autora do livro original, nos lembra que não é necessário seguir padrões de comportamento impostos pela maioria, mas reforça a importância vital da comunicação interpessoal.
Shakespeare, dessa forma, aparece como um homem à frente de seu tempo. Afinal, ele desafia a masculinidade padrão de sua era por meio da cultura e da escrita. Crucialmente, o filme não apaga a figura feminina. Isso porque a esposa do dramaturgo é interpretada por Jessie Buckley como uma força da natureza. Portanto, ela tem personalidade própria e uma conexão profunda com a família.
Para Além do Teatro: A Importância de Retomar os Clássicos na Atualidade
A produção também reforça uma lição valiosa da academia: os clássicos não devem ser lidos por obrigação ou mantidos em redomas de vidro. Em vez disso, devemos revisitar o passado como ferramenta para compreendermos nosso contexto, E, assim, construirmos um presente — e, consequentemente, um futuro — melhor. Tudo isso culmina em uma obra, sem dúvidas, brilhante.
Vídeo – “Hamnet”
Avaliação

Selma Sueli Silva é criadora de conteúdo e empreendedora no projeto multimídia Mundo Autista D&I, escritora e radialista. Mestranda em Literatura pela UFPel, é também especialista em Comunicação e Gestão Empresarial (IEC/MG). Além disso, ela atua como editora no site O Mundo Autista (Portal UAI) e é articulista na Revista Autismo (Canal Autismo). Ela também é radialista, tendo trabalhado por 15 anos como produtora e debatedora do programa Rádio Vivo, na Itatiaia. E é autora de livros como “Minha vida de trás pra Frente” (2017), “Camaleônicos” (2019) e “Autismo no Feminino” (2022).
Em 2019, Selma recebeu o prêmio de Boas Práticas do programa da União Europeia Erasmus+. Além dele, ganhou Prêmio Microinfluenciadores Digitais 2023, na categoria PcD. E é membro da UNESCOSOST movimento de sustentabilidade Criativa, desde 2022. Como crítica de cinema, é formada no curso “A Arte do Filme”, do professor Pablo VIllaça. Também é mentora em “Comunicação e Diálogo” para comunicação eficaz e um diálogo construtivo nos Relacionamentos Interpessoais, Sociais, Familiares, Profissionais e Estudantis.
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

