Crítica | Dia dos Namorados Macabro (2009): O Retorno Sangrento ao Slasher Clássico - O Mundo Autista
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Crítica | Dia dos Namorados Macabro (2009): O Retorno Sangrento ao Slasher Clássico

Crítica de Dia dos Namorados Macabro (2009). Remake slasher abusa de clichês e violência, mas garante um terror divertido e cheio de tensão.

Crítica de Dia dos Namorados Macabro (2009). Remake slasher abusa de clichês e violência, mas garante um terror divertido e cheio de tensão.

Crítica de Dia dos Namorados Macabro (2009). Remake slasher abusa de clichês e violência, mas garante um terror divertido e cheio de tensão.

Dia dos Namorados Macabro, de 2009, é aquele tipo de terror autêntico que não faz a menor questão de esconder as suas raízes. Ele bebe — e bebe de canudinho — na fonte dos slashers clássicos da década de 1980, como Sexta-Feira 13. Sendo um remake de um longa lá de 1981, o fato é que ele opera em um modelo que, convenhamos, já soava um tanto obsoleto e superado desde que o saudoso Wes Craven virou o gênero do avesso com a sagacidade de Pânico, em 1996.

As Raízes Clássicas de Dia dos Namorados Macabro (2009): Um Tributo aos Slashers dos Anos 80

E o que isso significa na prática? Significa que a obra abraça, sem o menor pudor, um descalabro de cenas gratuitas de violência gráfica e nudez. É de uma preguiça roteirística atroz. Os personagens não são pessoas de verdade; eles não passam de arquétipos de papelão que a direção manipula de um lado para o outro. E as figuras femininas, então? É até cansativo constatar que, na esmagadora maioria das vezes, elas são reduzidas a estereótipos rasteiros e hipersexualizados.

O Problema do Suspense Policial e das Reviravoltas de Dia dos Namorados Macabro (2009)

Falta ao filme, portanto, aquela esperteza, um verniz de inteligência nos diálogos e na dinâmica entre essas pessoas. Para piorar a situação, a subtrama de suspense policial — a velha cartada investigativa do “quem é o assassino mascarado?” — não desperta o menor interesse. O resultado óbvio é que, quando as reviravoltas e as revelações finalmente dão as caras, o impacto é pífio.

Mas — e aqui vai um grande “mas” —, mesmo com essa montanha de ressalvas e problemas estruturais, Dia dos Namorados Macabro consegue a proeza de funcionar como entretenimento. Como isso é possível? Porque o filme sabe imprimir uma fluidez, um ritmo ágil e entrega doses bastante honestas de tensão. Sem contar que o elenco sua a camisa e faz o que está ao seu alcance para tornar essa pataquada envolvente. No fim das contas, ele entrega exatamente a diversão escapista que promete.

Avaliação

Avaliação: 2.5 de 5.
Sophia Mendonça

Autora

Sophia Mendonça é jornalista e escritora. Além disso, é mestre em Comunicação, Territorialidades e Vulnerabilidades (UFMG) e doutoranda em Literatura, Cultura e Tradução (UFPel). Ela também ministrou aulas de “Tópicos em Produção de Texto: Crítica de Cinema “na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), junto ao professor Nísio Teixeira. Além disso, Sophia dá aulas de “Literatura Brasileira Contemporânea “na Universidade Federal de Pelotas (UFPel), com ênfase em neurodiversidade e questões de gênero.

Atualmente, Sophia é youtuber do canal “Mundo Autista”, crítica de cinema no “Portal UAI” e repórter da “Revista Autismo“. Aliás, ela atua como criadora de conteúdo desde 2009, quando estreou como crítica de cinema, colaborando com o site Cineplayers!. Também, é formada nos cursos “Teoria, Linguagem e Crítica Cinematográfica” (2020) e “A Arte do FIlme” (2018), do professor Pablo Villaça. Além disso, é autora de livros-reportagens como “Neurodivergentes” (2019), “Ikeda” (2020) e “Metamorfoses” (2023). Na ficção, escreveu obras como “Danielle, asperger” (2016) e “A Influenciadora e o Crítico” (2025).

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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