Crítica de Todo Mundo em Pânico 4: O Desgaste da Franquia - O Mundo Autista
O Mundo Autista

Crítica de Todo Mundo em Pânico 4: O Desgaste da Franquia

Crítica de Todo Mundo em Pânico 4. Apesar do brilho de Anna Faris e Regina Hall, o filme sofre com humor físico óbvio e ritmo lento

Crítica de Todo Mundo em Pânico 4. Apesar do brilho de Anna Faris e Regina Hall, o filme sofre com humor físico óbvio e ritmo lento

Crítica de Todo Mundo em Pânico 4. Apesar do brilho de Anna Faris e Regina Hall, o filme sofre com humor físico óbvio e ritmo lento

A grande tragédia de Todo Mundo em Pânico 4 não é exatamente a sua falta de ambição, mas o fato de que ele reúne um elenco genuinamente capaz e, francamente, não sabe o que fazer com ele. A promessa era a risada solta, o escracho inteligente, mas o que se vê na tela é uma escassez quase dolorosa de momentos que realmente provoquem o humor.

Todo Mundo em Pânico 4: Humor óbvio e o cansaço do slapstick

O problema crônico da direção aqui é a obviedade. O filme se apoia, com uma preguiça formidável, em um humor rasteiro, limitando-se quase que exclusivamente àquela piada física repetitiva, o famoso slapstick que, quando mal executado, apenas cansa o espectador. E o resultado disso? A narrativa não flui; ela capenga, ela se arrasta de uma forma que os curtos noventa minutos de projeção parecem uma verdadeira eternidade.

Anna Faris e Regina Hall: A salvação da comédia Todo Mundo em Pânico 4?

Contudo, é preciso fazer justiça. Se há algo que nos impede de abandonar a sessão, é o talento incontestável da nossa dupla principal. Como já haviam provado com muita competência nos exemplares anteriores da franquia, Anna Faris e Regina Hall possuem um timing cômico que é, pura e simplesmente, um espetáculo à parte. Elas se entregam ao absoluto ridículo com uma dignidade que chega a comover. Elas brilham e se destacam, sim, mas infelizmente precisam carregar nas costas um material que é frágil.

Avaliação

Avaliação: 2.5 de 5.
Sophia Mendonça

Autora

Sophia Mendonça é jornalista e escritora. Além disso, é mestre em Comunicação, Territorialidades e Vulnerabilidades (UFMG) e doutoranda em Literatura, Cultura e Tradução (UFPel). Ela também ministrou aulas de “Tópicos em Produção de Texto: Crítica de Cinema “na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), junto ao professor Nísio Teixeira. Além disso, Sophia dá aulas de “Literatura Brasileira Contemporânea “na Universidade Federal de Pelotas (UFPel), com ênfase em neurodiversidade e questões de gênero.

Atualmente, Sophia é youtuber do canal “Mundo Autista”, crítica de cinema no “Portal UAI” e repórter da “Revista Autismo“. Aliás, ela atua como criadora de conteúdo desde 2009, quando estreou como crítica de cinema, colaborando com o site Cineplayers!. Também, é formada nos cursos “Teoria, Linguagem e Crítica Cinematográfica” (2020) e “A Arte do FIlme” (2018), do professor Pablo Villaça. Além disso, é autora de livros-reportagens como “Neurodivergentes” (2019), “Ikeda” (2020) e “Metamorfoses” (2023). Na ficção, escreveu obras como “Danielle, asperger” (2016) e “A Influenciadora e o Crítico” (2025).

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

Subscribe
Notify of
guest
0 Comentários
Inline Feedbacks
View all comments