Crítica de Todo Mundo em Pânico 2: Uma Sequência Desastrosa - O Mundo Autista
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Crítica de Todo Mundo em Pânico 2: Uma Sequência Desastrosa

Crítica de Todo Mundo em Pânico 2. A continuação é um vexame constrangedor que falha miseravelmente em fazer rir.”

Crítica de Todo Mundo em Pânico 2. A continuação é um vexame constrangedor que falha miseravelmente em fazer rir."

Crítica de Todo Mundo em Pânico 2. A continuação é um vexame constrangedor que falha miseravelmente em fazer rir."

Olha, se o primeiro filme tinha lá o seu frescor e a sua sagacidade ao satirizar as convenções do gênero, Todo Mundo em Pânico 2 é, francamente, um vexame. Trata-se de uma continuação desastrosa que, vejam vocês, faz questão de soterrar absolutamente qualquer mérito ou faísca de inteligência que o longa original pudesse ter apresentado.

O Desperdício do Sucesso Original em Todo Mundo em Pânico 2

O que nós temos aqui não é uma comédia, mas um desfile ininterrupto de situações grotescas. O roteiro — se é que podemos chamá-lo assim — apela quase que exclusivamente para um humor escatológico e de conotação sexual da pior estirpe. É daquele tipo de abordagem que não apenas falha em divertir, mas que chega a ser ofensiva à inteligência do espectador.

Todo Mundo em Pânico 2 e O Talento Desperdiçado de Anna Faris

E o elenco… Bem, o elenco inteiro parece estar completamente à deriva, entregando performances que beiram o insuportável. Mas a maior tragédia de todas, sem sombra de dúvida, é testemunhar o absoluto desperdício de uma comediante genuinamente talentosa como a Anna Faris. Vê-la sendo submetida a um papel tão aviltante e humilhante dá uma pena imensa.

No frigir dos ovos, Todo Mundo em Pânico 2 sofre do pior mal que uma comédia pode enfrentar: ele falha, e falha miseravelmente, em seu objetivo mais elementar, que é o de fazer rir. É uma experiência, no mínimo, pavorosa.

Avaliação

Avaliação: 1 de 5.
Sophia Mendonça

Autora

Sophia Mendonça é jornalista e escritora. Além disso, é mestre em Comunicação, Territorialidades e Vulnerabilidades (UFMG) e doutoranda em Literatura, Cultura e Tradução (UFPel). Ela também ministrou aulas de “Tópicos em Produção de Texto: Crítica de Cinema “na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), junto ao professor Nísio Teixeira. Além disso, Sophia dá aulas de “Literatura Brasileira Contemporânea “na Universidade Federal de Pelotas (UFPel), com ênfase em neurodiversidade e questões de gênero.

Atualmente, Sophia é youtuber do canal “Mundo Autista”, crítica de cinema no “Portal UAI” e repórter da “Revista Autismo“. Aliás, ela atua como criadora de conteúdo desde 2009, quando estreou como crítica de cinema, colaborando com o site Cineplayers!. Também, é formada nos cursos “Teoria, Linguagem e Crítica Cinematográfica” (2020) e “A Arte do FIlme” (2018), do professor Pablo Villaça. Além disso, é autora de livros-reportagens como “Neurodivergentes” (2019), “Ikeda” (2020) e “Metamorfoses” (2023). Na ficção, escreveu obras como “Danielle, asperger” (2016) e “A Influenciadora e o Crítico” (2025).

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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