Crítica de Cantando na Chuva: A Obra-Prima dos Musicais - O Mundo Autista
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Crítica de Cantando na Chuva: A Obra-Prima dos Musicais

Cantando na Chuva é um dos maiores musicais do cinema. Descubra como o filme narra a transição do cinema mudo com humor e genialidade

Cantando na Chuva é um dos maiores musicais do cinema. Descubra como o filme narra a transição do cinema mudo com humor e genialidade

Cantando na Chuva é um dos maiores musicais do cinema. Descubra como o filme narra a transição do cinema mudo com humor e genialidade

Olha, se há um filme que define a palavra “deleite” no vocabulário cinematográfico, esse filme atende pelo nome de Cantando na Chuva. É, sem a menor sombra de dúvida, um dos pilares absolutos e mais reverenciados entre os musicais clássicos.

A Transição do Cinema Mudo para o Falado em Cantando na Chuva

O que é verdadeiramente engenhoso nesse longa não é apenas a sua roupagem deslumbrante, mas a forma como ele narra um período sísmico e definidor da própria história do cinema: aquela transição caótica, e muitas vezes hilariante, do cinema mudo para o cinema falado. E o diretor faz isso com uma leveza e uma inteligência que, vejam vocês, são raríssimas de se encontrar na mesma proporção.

Cantando na Chuva tem Trilha Sonora e Números de Dança Inesquecíveis

A execução dos números de dança e canto beira o irretocável. E há um detalhe fascinante sobre a trilha sonora: ela não traz absolutamente nenhuma música inédita. Trata-se de um catálogo de estúdio. Mas a costura narrativa é tão primorosa, tão bem orquestrada, que você juraria de pés juntos que cada compasso foi concebido milimetricamente para aquela cena específica.

O elenco, como era de se esperar, está em absoluto estado de graça — eles atuam, dançam e cantam com uma fluidez maravilhosa. Contudo, preste muita atenção nisso: a Jean Hagen, que sequer compartilha dos mesmos grandes números musicais de seus colegas, é um acontecimento à parte. Como a grande estrela do cinema mudo abençoada com uma voz, digamos, catastroficamente inadequada, ela está impagável. É um triunfo cômico estupendo.

Direção de Arte e a Magia da Metalinguagem em Cantando na Chuva

Tudo isso é perfeitamente emoldurado por uma direção de arte suntuosa, de encher os olhos, que nos brinda com um exercício metalinguístico delicioso. É o cinema olhando para si mesmo no espelho, rindo de seus próprios tropeços e, no fim, celebrando a própria magia. É esplêndido.

Avaliação

Avaliação: 5 de 5.
Sophia Mendonça

Autora

Sophia Mendonça é jornalista e escritora. Além disso, é mestre em Comunicação, Territorialidades e Vulnerabilidades (UFMG) e doutoranda em Literatura, Cultura e Tradução (UFPel). Ela também ministrou aulas de “Tópicos em Produção de Texto: Crítica de Cinema “na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), junto ao professor Nísio Teixeira. Além disso, Sophia dá aulas de “Literatura Brasileira Contemporânea “na Universidade Federal de Pelotas (UFPel), com ênfase em neurodiversidade e questões de gênero.

Atualmente, Sophia é youtuber do canal “Mundo Autista”, crítica de cinema no “Portal UAI” e repórter da “Revista Autismo“. Aliás, ela atua como criadora de conteúdo desde 2009, quando estreou como crítica de cinema, colaborando com o site Cineplayers!. Também, é formada nos cursos “Teoria, Linguagem e Crítica Cinematográfica” (2020) e “A Arte do FIlme” (2018), do professor Pablo Villaça. Além disso, é autora de livros-reportagens como “Neurodivergentes” (2019), “Ikeda” (2020) e “Metamorfoses” (2023). Na ficção, escreveu obras como “Danielle, asperger” (2016) e “A Influenciadora e o Crítico” (2025).

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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