“Convenção das Bruxas” é um clássico atemporal dos anos 90. Assim, equilibra de forma magistral o encanto da fantasia com momentos de terror genuíno. Baseado no livro de Roald Dahl, o filme captura a essência da obra original. E oferece uma história que é, ao mesmo tempo, divertida e assustadora.
Convenção das Bruxas é um clássico dos anos 1990, equilibrando fantasia juvenil com terror genuíno
A direção de Nicolas Roeg, combinada com o design de produção de Allan Cameron e o trabalho de maquiagem de Jim Henson, cria um mundo visualmente impactante. A maquiagem das bruxas, especialmente, é digna de nota, com seus narizes, mãos e pés medonhos, que causam arrepios e nos fazem lembrar que o filme não tem medo de ser sombrio.
O elenco é outro ponto forte. A atuação de Anjelica Huston como a Grande Bruxa é icônica. Ela domina a tela, transmitindo uma vilania imponente e assustadora. Sua interpretação é tão marcante que se tornou referência para futuras vilãs no cinema. A presença de Rowan Atkinson, conhecido por Mr. Bean, traz um alívio cômico sutil, mostrando que ele é capaz de ser engraçado mesmo em papéis mais discretos.
Relação avó e neto e mudança do livro original marcam adaptação de Roald Dahl, clássico do Dia das Bruxas
No entanto, o verdadeiro coração do filme é a relação entre Luke e sua avó, interpretada pela brilhante Mai Zetterling. A química entre os dois é palpável, e é o amor incondicional da avó que serve como âncora emocional da trama. Dessa forma, a relação entre eles reforça uma mensagem poderosa: o que realmente importa não é a aparência, mas sim o amor e a coragem. Além disso, o filme mostra que mesmo entre as pessoas mais malvadas, há aquelas que podem transformar seus corações.
Convenção das Bruxas está disponível na HBO Max.
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Avaliação

Selma Sueli Silva é criadora de conteúdo e empreendedora no projeto multimídia Mundo Autista D&I, escritora e radialista. Mestranda em Literatura pela UFPel, é também especialista em Comunicação e Gestão Empresarial (IEC/MG). Além disso, ela atua como editora no site O Mundo Autista (Portal UAI) e é articulista na Revista Autismo (Canal Autismo). Ela também é radialista, tendo trabalhado por 15 anos como produtora e debatedora do programa Rádio Vivo, na Itatiaia. E é autora de livros como “Minha vida de trás pra Frente” (2017), “Camaleônicos” (2019) e “Autismo no Feminino” (2022).
Em 2019, Selma recebeu o prêmio de Boas Práticas do programa da União Europeia Erasmus+. Além dele, ganhou Prêmio Microinfluenciadores Digitais 2023, na categoria PcD. E é membro da UNESCOSOST movimento de sustentabilidade Criativa, desde 2022. Como crítica de cinema, é formada no curso “A Arte do Filme”, do professor Pablo VIllaça. Também é mentora em “Comunicação e Diálogo” para comunicação eficaz e um diálogo construtivo nos Relacionamentos Interpessoais, Sociais, Familiares, Profissionais e Estudantis.
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

